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PSD desce mas não perde
maioria absoluta
* João Agostinho Pereira perde eleição na sede do concelho. PS, com ligeiro aumento, fica muito aquém das expectativas, com derrota humilhante em Angeja – território de Jesus Vidinha. CDS/PP sobe dez pontos percentuais e António Loureiro tem aberto o caminho para, dentro de quatro anos, poder ser o novo presidente da edilidade.
Bastou a João Agostinho Pereira (JAP) triunfos indiscutíveis
em Alquerubim, Branca e S. João de Loure para, no essencial, manter-se, com maioria absoluta, na presidência da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha. Apesar de, numa comparação homóloga com o sufrágio de 2005, ter descido 8%, O PSD Albergaria mantém a sua posição maioritária, apesar de serem visíveis os danos resultantes de um desgaste que, mais do que nunca, assolou a sede do concelho.
António Loureiro, pelo CDS/PP, ganhou por seu turno a votação para a autarquia na freguesia sede do município. Estará porventura lançado o próximo presidente da edilidade (passou dos 23.13% em 2005 para os 33.28% em 2009) se JAP e o PSD persistirem em negligenciar a freguesia mais esquecida dos seus últimos mandatos. Em rigor, fruto de uma teimosia inconsequente, assente em birras e posturas que roçaram uma agressividade contraproducente, JAP parece agora confrontado com uma curva descendente nos seus índices de popularidade, que terá contagiado Torres e Menezes que, mesmo vencendo a corrida para a Junta de Freguesia de Albergaria, perde a maioria naquela autarquia.
O CDS/PP parece encetar nestas eleições sólida recuperação, detendo já três Juntas de Freguesia. Na verdade, António Loureiro concebeu e realizou uma boa campanha que, se durasse mais uns dias, poderia ameaçar a maioria de JAP.
Com pouca representação eleitoral, a CDU e o BE acentuaram a necessidade de proceder a uma refundação dos seus quadros locais tendo em vista maior implantação junto das populações. O PS, de Jesus Vidinha, apesar do simbólico aumento percentual, contabiliza inesperada derrota, que ganhou contornos de estrondosa humilhação em Angeja, freguesia natal do candidato. O futuro do PS Albergaria parece ter deixado definitivamente de passar por Vidinha, fortemente penalizado pelo facto de, em quatro anos, a sua oposição ter-se revelado incapaz a até penosamente inocente. Some-se a isto uma campanha triste e nada mobilizadora.
Dos vencedores, o seu programa eleitoral não propõe empreendimentos particularmente aliciantes ou aglutinadores. A ver vamos se não cairemos num marasmo tétrico, próprio de quem se acomodou à cadeira do poder e se limita a alimentar clientelas conjunturais ou oportunistas.
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