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Centro da cidade terá novo estudo
visando intervenção a médio prazo
Texto de JOSÉ MANUEL ALHO
Terminadas as obras de regeneração urbana que, durante largos meses, condicionaram fortemente a livre circulação de pessoas e bens, Delfim Bismarck (DB), Vice-presidente da edilidade albergariense e responsável pelo urbanismo, faz a este blog um balanço da intervenção efetuada. Deixando claramente em aberto a possibilidade de, a médio prazo, realizar-se nova investida para a “praça e edifício da estação”, garante que os trabalhos visaram “a melhoria de condições, proporcionando à população espaços públicos condignos” bem como “redução a velocidade de circulação dos veículos e as emissões de CO2”. Recorda que, a par da empreitada, também decorreu “a substituição das infraestruturas de abastecimento de água e rede de saneamento, da responsabilidade da ADRA” e assevera que o novo consumo de energia elétrica será “de aproximadamente um terço do anterior com luminárias de vapor de sódio”. Por fim, fez notar que “a intervenção realizada nos arruamentos permitiu ganhar mais 15% dos lugares de estacionamento para ligeiros e aumentámos também o número de lugares para pessoas com mobilidade condicionada”.
A intervenção aprovada no tempo do anterior executivo camarário foi integralmente cumprida?
DB - O projeto foi executado nas acessibilidades e infraestruturas, de forma a não inviabilizar as soluções arquitetónicas futuras. Para além disso, aprovar uma obra desta dimensão, com um custo previsto de mais de 1,5 milhões de euros, a cerca de um mês de um ato eleitoral e sem perspetivas de financiamento comunitário é, no mínimo, muito discutível. Quanto ao projeto, sobre o qual sempre fui contra, parece-me, claramente, que é tecnicamente fraco e visa apenas “disfarçar” a aberração arquitetónica que já tinha sido efetuada na fachada lateral do cineteatro Alba, corrigindo assim o desvio da Av. Dr. José Homem de Albuquerque e da Alameda 5 de Outubro.
... projeto, sobre o qual sempre fui contra, parece-me, claramente, que é tecnicamente fraco e visa apenas “disfarçar” a aberração arquitetónica que já tinha sido efetuada na fachada lateral do cineteatro Alba, corrigindo assim o desvio da Av. Dr. José Homem de Albuquerque e da Alameda 5 de Outubro.
Assim sendo, peço-lhe que enuncie as principais alterações.
DB - De forma a minimizar custos futuros, não foram executados os equipamentos previstos para o interior da praça, nomeadamente o edifício destinado ao café, o palco, os pavimentos e algum mobiliário urbano.
Na sequência das alterações ao projeto original, quais foram, afinal, as principais preocupações ou prioridades que animaram essas mudanças?
DB - Tendo em consideração o referido anteriormente, e existindo a oportunidade de a médio prazo se inserir num novo estudo para praça e edifício da estação (e zona envolvente), dando-lhe um uso que valorize o património edificado, aumentando assim a área de intervenção da regeneração urbana, potenciando a procura e utilização do centro da cidade.
Em matéria de valências e atributos, e logo que concluída integralmente a obra, que vantagens e proveitos trarão as novas infraestruturas à população?
DB - A intervenção visa a melhoria de condições, num contexto urbano, proporcionando à população espaços públicos condignos, que se traduzem numa mais-valia na atratividade e reforço da competitividade. Pretende-se também com esta intervenção reduzir a velocidade de circulação dos veículos, as emissões de CO2, as barreiras arquitetónicas, os custos energéticos e as condições de conforto e segurança, melhorando as acessibilidades, estacionamento e espaços verdes. Corrigiram-se também constrangimentos existentes nas infraestruturas de águas pluviais, abastecimento de água e saneamento.
Em razão das alterações ao projeto inicial, a obra ficará muito mais cara ou muito mais barata?
DB - A empreitada não será executada na totalidade, sendo o custo final bastante inferior ao previsto.
O anterior espaço da Praça Alameda 5 de Outubro, com um coreto, poderá continuar a receber as iniciativas que até então acolhia, mormente as promovidas pelas coletividades locais?
DB - O coreto e casas de banho não são demolidos nos tempos mais próximos, mantendo-se o uso habitual.
Em resumo, o novo espaço conhecido como a Praça Alameda 5 de Outubro, que grandes transformações sofreu?
DB - Com esta iniciativa, melhoraram-se os espaços envolventes, as condições de acessibilidade e de estacionamento, permitindo uma melhor utilização dos espaços públicos. Não esquecendo a intervenção que foi feita ao nível das água e saneamento.
A título de curiosidade, e ainda a respeito das obras, compreende os reparos de grande parte da população ao design dos postes de iluminação pública já aplicados? O consumo energético desses postes virá a significar alguma poupança ao erário público?
DB - O design dos candeeiros é o previsto no projeto, tendo-se melhorado as condições luminotécnicas. O consumo energético da atual solução, com luminárias em LED, é de aproximadamente um terço do anterior com luminárias de vapor de sódio. Os candeeiros com luminárias LED possuem reguladores de fluxo, estando prevista a redução de 50% da intensidade luminosa no período que se considera sem movimento, entre as 2h e as 6h da manhã.
Em matéria de estacionamento, ganhou-se ou perdeu-se espaço?
DB - A intervenção efetuada nos arruamentos permitiu ganhar mais 15% dos lugares de estacionamento para ligeiros, aumentamos também o número de lugares para pessoas com mobilidade condicionada e foram definidos parques para estacionamento de velocípedes.
A via central de acesso à rotunda (desde a antiga AutoReparadora) alargou ou encolheu?
DB - A Alameda 5 de Outubro sofreu uma beneficiação desde a frontaria do CineTeatro Alba até à Câmara Municipal. O perfil transversal da avenida, faixa de rodagem é de 7,00m, menor dimensão que a anterior, tendo como objetivo a redução de velocidade, no entanto, a zona de circulação pedonal e estacionamento automóvel aumentaram.
Confirma que, em simultâneo, decorreu uma obra da responsabilidade da ADRA?
DB - Os trabalhos na Alameda 5 de Outubro iniciaram-se com a substituição das infra-estruturas de abastecimento de água e rede de saneamento, da responsabilidade da ADRA.
Para quando se prevê a plena conclusão de todos os trabalhos que tantos constrangimentos acarretaram?
DB - A Alameda 5 de Outubro está concluída, assim como a Rua Almirante Reis, Avenida Bernardino Máximo Albuquerque e Praça Ferreira Tavares. Falta apenas a aplicação de mobiliário urbano, sinalética direcional, prevendo-se a curto prazo a sua conclusão. Esta intervenção provocou condicionalismos nos acessos ao centro da cidade, com perturbações para o comércio local. Existiu dos munícipes e comerciantes compreensão e uma preocupação muito grande do Município para minimizar todos os impactos inerentes a esta intervenção.
José Manuel Alho
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