- Obter link
- X
- Outras aplicações

Mentir corresponde, de facto, a uma dívida – e das mais cruéis!
Por mais que alguns se esforcem por ignorar ou contornar o óbvio, importa, ainda assim, afiançar que o tempo é um credor impiedoso, daqueles que não aceitam acordos ou moratórias.
A mentira acumula juros. E chegado o momento da liquidação, traz consigo um tsunami imparável de consequências. No início, presumem os mais incautos, parece fácil: um desvio aqui, um retoque ali… Cada mentira exige outra para se sustentar, até que a fatura chega, sem dó nem piedade.
Quem opta por levar uma vida a ludibriar os outros, com olímpica desenvoltura, negligencia a inevitabilidade de a VERDADE possuir uma paciência maquiavélica. Espera no escuro, enquanto a mentira se enreda no burilado da própria teia. No fim, quem mente paga. E paga caro. Porque a realidade, por mais que se tente encobri-la, tem um péssimo hábito: reaparece. Sempre.
No caso concreto do mundo político, a dívida da mentira é, por norma, colossal. Os eleitos mentem, os eleitores fingem acreditar, e o ciclo segue até ao garantido colapso. Os escândalos estouram, as promessas ocas implodem e os discursos regurgitados perdem eficácia. Mas há sempre novos e velhos mentirosos à espera de crédito. E, como bons devedores, muitos de nós aceitam financiá-los, com tonta ingenuidade.
Aguardemos, pois, pelo que o futuro próximo nos reserva...
- Obter link
- X
- Outras aplicações
Comentários
Enviar um comentário