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Num tempo em que até os executivos autárquicos já têm vereadores para o novel pelouro da comunicação social, assoma-se, com premente acuidade, o imperativo de nós, enquanto coletividade, escrutinarmos a relação entre a liberdade de expressão e a censura, independentemente das formas que esta última se revista.
Em tempos onde as palavras são vistas como ameaças, o ato de escrever torna-se um risco – e, muitas vezes, um sacrifício em nome de valores maiores, que não conhecem prazos de validade, nem se subordinam a modas conjunturais.
A guilhotina erguida sobre a mão de quem escreve simboliza o medo, a repressão e o silenciamento imposto por (eco)sistemas que temem a verdade. Mas será possível calar quem escreve? A história mostra que, mesmo sob ameaças, as palavras sobrevivem. Porque ideias não sangram, mas as ditaduras sim.
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