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"Ninguém ainda sabe se tudo apenas vive para morrer ou se morre para renascer."
Marguerite Yourcenar
Eis um daqueles instantes que parece suspenso entre dois mundos: a luz que tenta romper a névoa e o frio que insiste em manter tudo imóvel.
Há caminhos assim, quietos, quase severos, em que cada passo nos obriga a encarar a pergunta que Marguerite Yourcenar deixou cair como quem pousa uma verdade antiga. Vivemos para morrer, ou morremos para renascer?
Talvez a resposta esteja justamente neste instante: na forma como o sol fura a bruma, na maneira como as árvores, despojadas de tudo, continuam de pé, como se soubessem que a nudez também é promessa.
O inverno nunca é apenas fim. É ensaio de princípio. E, se escutarmos bem, percebemos que algo em nós também aguarda o degelo para voltar a respirar, a levantar-se, a tentar de novo.
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