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"Somos donos do tempo
apenas quando o tempo
se esquece de nós."
Mia Couto
In "O último Voo do Flamingo".
Imagem de Yuval Robichek
Há instantes raros em que o tempo, distraído, pousa a cabeça noutro ombro. Nesses momentos, somos donos de tudo o que julgávamos perdido: a infância em Campinho, o chão humilde que nos fez gente, a primeira sala de aula onde descobrimos que ensinar é também reaprender.
Mia Couto lembra(-nos) que só possuímos o Tempo quando ele se esquece de nós. Talvez seja isso que salva o professor, o cidadão, o rapaz do Lobito que ainda habita em mim: essa brecha luminosa onde a vida suspende o relógio e nos devolve ao essencial.
Escrever, ensinar, existir: tudo acontece nesse intervalo breve, mas nosso.
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