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Há anúncios que mereciam ser feitos em silêncio, quase com pudor. Este não. Este foi notado com orgulho, quase como se se tratasse de um feito extraordinário. Todas as escolas de Albergaria‑a‑Velha têm agora uma fotocopiadora. Em março de 2026. Uma frase que se lê devagar para não parecer anedota.
Durante doze anos, houve quem governasse sem considerar isto prioridade. Nem básico. Nem evidente. Talvez distraídos, talvez seduzidos pelo acessório. Porque, ao que parece, também não era assim tão relevante garantir bancos, sombras, vasos, arbustos ou recreios dignos desse nome. Espaços onde crianças possam brincar, respirar e crescer. Pequenos detalhes, dirão alguns. Coisas menores. Pormenores que, curiosamente, continuam a escapar a certas figuras que hoje (ainda) ocupam lugares de responsabilidade.
As escolas sobreviveram graças a remendos, a improviso e ao esforço silencioso de professores que fazem milagres diários. Falei disto aqui. No podcast. No blog. Nas plataformas onde dou opinião. Está dito e está escrito. E agora, de repente, multiplicam‑se os comentários de reconhecimento. Que eu tinha razão, que a pressão ajudou. Que tontice. Agradeço, mas afasto medalhas. O mérito pertence a quem decidiu resolver.
Carlos Coelho chegou à presidência da Câmara e tratou do assunto. Sem desculpas. Sem adiamentos. Engendrou uma solução e fez em meses o que outros ignoraram durante anos. Governar não é adiar. É resolver. Que este andamento se mantenha. E que influencie quem ainda insiste em caminhar devagar num concelho que já não tem tempo para tanto atraso.
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