3 de junho de 1995: o dia em que o diploma me assentou melhor do que o fato

 

Há datas que não passam, ficam. O 3 de junho de 1995 é uma dessas marcas que a memória guarda com respeito, e eu também. Na Universidade de Aveiro, recebi o diploma e, com ele, a confirmação de um percurso feito de esforço, persistência e aquela teimosia útil que costuma dar algum jeito na vida.

A fotografia regista muito mais do que uma cerimónia ocorrida há trinta e um anos: regista um momento de afirmação, de conquista e, sejamos honestos, de uma postura que parece dizer: “sim, estou cá, estou digno, estou composto, mas também estou a segurar a emoção com as duas mãos”. O outfit parece algo datado, claro, mas o que verdadeiramente conta é o peso simbólico daquele instante, porque há conquistas que não se medem em moldura, medem-se em vida.

Voltar a esta imagem é revisitar uma etapa decisiva, uma daquelas que abrem caminho a tudo o que veio depois. E, com o devido distanciamento, direi que há ali qualquer coisa entre cerimónia académica e contenção de quem sabe que o futuro não se entrega em papel. Constrói-se com trabalho diário, paciência e uma boa dose de coragem.

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