A despedida que fica para sempre

Rick Blaine/Humphrey Bogart, em 'Casablanca', de Michael Curtiz - 1942.

Há encontros que nos moldam, mesmo quando o tempo insiste em separar o que parecia destinado a permanecer. 
Nesta cena eterna, vejo duas almas presas entre o dever e o desejo, num instante suspenso que diz mais do que qualquer promessa. A neblina, cúmplice silenciosa, guarda segredos que nunca chegarão a ser ditos, mas que sobrevivem no recanto mais íntimo da memória. 
Talvez o verdadeiro amor seja isto: a coragem de partir quando ficar seria egoísmo, a delicadeza de aceitar que algumas histórias não se completam, apenas ecoam. E, apesar disso, ou por isso, deixam marca. Sempre.

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