Colágeno: vacina contra o nada?

 


"Desculpe doutor, mas... onde é que se injeta colágeno para preencher o vazio existencial?" 
Cartoon impiedoso que escancara o ridículo moderno: injetar gel para tapar buracos da alma, como se rugas externas curassem o abismo sartreano de um ser condenado à liberdade sem deus nem manual. 

Sartre riria com desdém: o vazio não se preenche com seringas, mas com escolhas autênticas. Consumismo é má-fé, fuga para o efémero, onde botox e fillers mascaram o absurdo camusiano da existência vazia. 
Lipovetsky diagnostica o hiper narcisismo: a angústia da morte impulsiona "rejuvenescimento" ilusório, negando o envelhecimento em nome de likes e espelhos falsos. 

Ácido veredicto: a sociedade cosmética transforma almas em fachadas esticadas. O verdadeiro preenchimento exige coragem filosófica, não agulhas. Desperte. O vazio clama sentido, não silicone.

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