Mundo: hospício sem grades

 


A diferença entre o hospício e o mundo? No hospício, todos usam a mesma roupa. Máxima ácida que desnuda a farsa da igualdade: lá, uniformes visíveis, confessam a uniformidade imposta. Cá, disfarces de diversidade, mascaram o rebanho conformista. 

Erich Fromm desmascara: sociedades industriais vendem "igualdade" como padronização de átomos humanos, todos iguais em desejos fabricados, rotinas alienantes, obediência rotulada de escolha. 
Foucault aprofunda o veneno: panópticos sociais, escolas, fábricas, quartéis quadriculam corpos. Vigilância hierárquica, horários coercivos, exames normalizadores forjam almas dóceis, onde o "livre" vigia o vizinho. 
Mundo é hospício aberto: fingimos plurais, mas marchamos em pijamas invisíveis de logos e algoritmos. 

Rebelião filosófica? Rasguemos o uniforme: questionemos, divirjamos, sejamos os loucos autênticos. Só assim, o hospício treme(rá).

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