5 000 publicações: um banquete feito de palavras


O número e o caminho

O blog chegou às 5 000 publicações. Escrito assim, parece apenas um número redondo. Para mim, representa muitas horas de leitura, escrita, revisão e, por vezes, aquela pergunta inevitável: «Será que isto interessa a alguém?» A resposta nunca foi uma certeza. Ainda assim, voltei à página em branco. Cinco mil vezes.

Este marco deve muito ao empenho e à disciplina, mas também ao gosto de escrever. Sem gosto, a disciplina torna-se obrigação. Sem disciplina, o gosto fica à espera de um dia mais folgado que raramente chega. Foi a combinação dos dois que manteve este espaço vivo.

Um lugar para pensar em voz alta

Ao longo destas publicações, o blog tornou-se um lugar de reflexão e de crítica. Nele cabem a educação, a língua portuguesa, a cultura e a vida da comunidade. Cabem perguntas difíceis, convicções, dúvidas e opiniões que talvez não agradem a toda a gente. Ainda bem: um espaço de reflexão não serve para distribuir concordâncias por atacado.

Escrever aqui tem sido uma forma de olhar com atenção para o que nos rodeia. Por vezes, com ternura. Outras, com a ironia que certos acontecimentos praticamente exigem. Procuro fazê-lo com liberdade e com responsabilidade, sabendo que uma opinião pode ser firme sem deixar de ser pensada.

Uma alegria que se renova todos os meses

Há outra razão para celebrar. Desde fevereiro, os acessos e as visualizações têm batido recordes consecutivos, mês após mês. Nunca tinha acontecido nada semelhante desde que iniciei este caminho, em 2008.

Os números, por si só, não dizem tudo. Não mostram quem leu até ao fim, quem discordou em silêncio ou quem encontrou num texto uma ideia para levar consigo. Mas dizem-me algo importante: este espaço continua a chegar às pessoas. Depois de tantos anos e tantas publicações, é uma alegria difícil de disfarçar.

A próxima página

As 5 000 publicações merecem celebração, mas não um ponto final. O mais importante continua a ser o que me trouxe até aqui: a vontade de pensar, de partilhar e de conversar com quem lê.

A quem passou por este blog, leu, comentou, discordou ou regressou, deixo o meu obrigado. Um banquete de palavras também se faz de quem aceita sentar-se à mesa. E, enquanto houver assuntos que mereçam atenção, haverá razões para continuar a escrever.

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