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Há frases que resistem ao tempo porque falam menos do passado e mais da condição humana. A citação atribuída a Tolstói é uma delas.
Mas a História ensina precisamente o contrário.
Muitas das maiores injustiças da humanidade foram, durante largos períodos, socialmente aceites. Houve épocas em que a discriminação, a censura, a perseguição política ou a exploração de seres humanos mereciam o consenso da maioria. A sua popularidade não as tornou menos injustas. Apenas revelou como as multidões também erram.
A pressão para concordar continua viva. Mudaram os meios, não a natureza do fenómeno. Hoje, quem questiona certas narrativas arrisca o julgamento público. Quem pensa de forma diferente pode ser rotulado antes mesmo de ser ouvido. A velocidade da condenação ultrapassa, frequentemente, a serenidade da reflexão.
Por isso, a coragem cívica continua a ser uma virtude indispensável. Não a coragem ruidosa dos discursos inflamados, mas a coragem silenciosa de quem mantém a fidelidade aos seus princípios quando a maioria segue noutra direção.
A democracia não vive apenas do voto da maioria. Vive também da proteção das consciências individuais, da liberdade de pensamento e da capacidade de questionar consensos instalados. Sem isso, a maioria deixa de ser um instrumento da liberdade para se tornar uma forma subtil de conformismo.
Tolstói recorda-nos uma verdade simples, mas incómoda: o certo não depende do número dos que o defendem, nem o errado desaparece por reunir muitos apoiantes.
Num mundo cada vez mais povoado por opiniões instantâneas, talvez a verdadeira sabedoria continue a residir na velha capacidade de pensar pela própria cabeça.
"O errado não deixa de ser errado só porque a maioria participa e concorda."Vivemos numa época estranha. Nunca foi tão fácil expressar opiniões, mas talvez nunca tenha sido tão difícil sustentar uma convicção contrária à corrente dominante. As redes sociais transformaram o aplauso em argumento e a popularidade em critério de verdade. Mede-se a razão em gostos, partilhas e visualizações.
Mas a História ensina precisamente o contrário.
Muitas das maiores injustiças da humanidade foram, durante largos períodos, socialmente aceites. Houve épocas em que a discriminação, a censura, a perseguição política ou a exploração de seres humanos mereciam o consenso da maioria. A sua popularidade não as tornou menos injustas. Apenas revelou como as multidões também erram.
A pressão para concordar continua viva. Mudaram os meios, não a natureza do fenómeno. Hoje, quem questiona certas narrativas arrisca o julgamento público. Quem pensa de forma diferente pode ser rotulado antes mesmo de ser ouvido. A velocidade da condenação ultrapassa, frequentemente, a serenidade da reflexão.
Por isso, a coragem cívica continua a ser uma virtude indispensável. Não a coragem ruidosa dos discursos inflamados, mas a coragem silenciosa de quem mantém a fidelidade aos seus princípios quando a maioria segue noutra direção.
A democracia não vive apenas do voto da maioria. Vive também da proteção das consciências individuais, da liberdade de pensamento e da capacidade de questionar consensos instalados. Sem isso, a maioria deixa de ser um instrumento da liberdade para se tornar uma forma subtil de conformismo.
Tolstói recorda-nos uma verdade simples, mas incómoda: o certo não depende do número dos que o defendem, nem o errado desaparece por reunir muitos apoiantes.
Num mundo cada vez mais povoado por opiniões instantâneas, talvez a verdadeira sabedoria continue a residir na velha capacidade de pensar pela própria cabeça.
cidadania
conformismo
consciência individual
democracia
ética
liberdade de expressão
maioria
opinião pública
pensamento crítico
redes sociais
reflexão social
sociedade contemporânea
Tolstói
valores
verdade
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