Os verdadeiros são poucos, mas valem por muitos

 

Há verdades que não fazem barulho, mas sustentam a vida. E há pessoas que não precisam de se anunciar, porque a sua presença basta para nos lembrar o que é a lealdade, a firmeza e a delicadeza humana. Num tempo em que tanta coisa se mede por aparência, número e ruído, os verdadeiros continuam a ser raros, precisamente por não precisarem de palco para existir.

Ser verdadeiro é um gesto de coragem. É permanecer íntegro quando seria mais fácil ceder ao teatro, à conveniência ou à máscara. É estar, sem exigir aplauso. É dizer a verdade, sem ferir. É saber calar, sem trair. No fim, talvez a vida não nos peça multidões, mas meia dúzia de almas certas. E isso, convenhamos, já é uma riqueza imensa.

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