Novo ano, lutas antigas

 Acções de Formação e


Modelo de Avaliação


voltam a animar a “malta”


O “Diário de Notícias” deu nota pública de algo que se vem desenhando com crescente apreensão: a insuficiente oferta de formação contínua gratuita para os professores.

O novo Estatuto da Carreira Docente (ECD), recorde-se, impõe a um total de 140 mil professores a acumulação de, pelo menos, 50 horas de formação a cada 2 anos lectivos para assim não serem penalizados. Para quem estiver determinado em ultrapassar os 20 pontos, condição necessária para aceder à classificação de “excelente”, terá de reunir um número de horas bem superior às cinco dezenas acima referidas.

Uma vez que dois terços dessas 50 horas deverão ser da respectiva área de cada docente, muitos professores já se inscreveram em formações pagas que, em média, não se farão por menos de 150 €uros.

Por seu turno, o Ministério da Educação (ME), por intermédio de Rui Nunes, o assessor de imprensa, mais do que reconhecer que a “formação de professores está a ser reorganizada”, mormente com a criação de novos centros de formação sujeitos a novas regras, lembra que, nestas circunstâncias, “exige-se a identificação exacta das necessidades”.

No mais, garantiu que já estão a decorrer muitas formações asseguradas pelos serviços ministeriais. Segundo aquele responsável, “o processo não parou e até ao final do ano escolar vão haver muitas formações.” - asseverou.

Nos casos das formações tidas por prioritárias pelo ME (Português, Matemática e o Ensino Experimental das Ciências), terão começado os primeiros relatos de problemas. Segundo a imprensa, algumas escolas superiores já ameaçaram congelar as novas formações até serem liquidados 8,5 milhões de euros relativos ao transacto ano escolar, que só podem ser desbloqueados pelo POPH (Programa Operacional do Potencial Humano).

 

Presidente do Conselho de Avaliação aposentou-se

Conceição Castro Ramos, a Presidente do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores (CCAP), órgão que supervisiona o processo de avaliação pelas escolas, aposentou-se sem grande alarido.

Mas não deixou de colher de surpresa algumas personalidades do meio da Educação pois Conceição Ramos estava no cargo há apenas 5 meses, depois de a avaliação só ter abrangido, em 2007/2008, 12 mil professores.

O ME confirmou a saída e garantiu estar já em curso o processo conducente à sua substituição. Recorde-se que a ex-Inspectora-geral da Educação declarou em Abril passado que o conselho necessitava “de tempo para ter um pensamento estratégico de acção”. Esta afirmação, somada a algumas tomadas de posição do CCAP, atacando aspectos da avaliação parecem – especularão os mais atentos – ter retirado espaço de manobra a Conceição Ramos.

 

Sindicatos retomam contestação

Ontem comemorou-se o Dia Mundial do Professor. A plataforma sindical composta por 14 representações do professorado reforçou a sua vontade de ver alterado o actual ECD, reivindicando a anulação da divisão dos docentes em 2 categorias (TITULAR e Professor), reclamando o fim das quotas para as menções mais elevadas enquanto a FENPROF, por sua conta, já avançou com um abaixo-assinado requerendo a suspensão imediata do actual modelo.

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