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Traçado proposto para o
IC2 /A32 gera polémica
Até 10 de Novembro próximo, está em fase de discussão pública o traçado para a estrada IC2 – Coimbra/Oliveira de Azeméis (A32/IC2), na zona de do Sobreiro.
Chegou até nós a notícia de um movimento de cidadãos residente no Sobreiro que tenta a todo o custo reunir o maior número de reclamações a fim de chumbar uma das alternativas propostas. O grupo de residentes já distribuiu panfletos explicando a situação e até motiva os descontentes a reduzirem a escrito uma reclamação, cuja minuta disponibilizam, endereçada à Agência Portuguesa do Ambiente, sediada na Amadora, cuja cópia recomendam enviar também à Câmara Municipal.
Argumentam que a concretização daquela opção em particular aumentará exponencialmente “a poluição atmosférica e sonora”, além de um “impacto visual negativo.” Mas é a “desvalorização das casas e dos terrenos” que preocupará grandemente os moradores, lembrando energicamente “isto é uma zona de habitação!”
Complementarmente, sugerem à população em geral a consulta da proposta completa do traçado na internet, disponível em http://aiacirca.apambiente.pt, mormente a secção do traçado que passa no Sobreiro – IC2 – Trecho 3 – na zona 34+5 a 35+5.
No essencial, aqueles cidadãos lembram que “a zona de Albergaria-a-Velha já é demasiado penalizada com auto-estradas: a A1, a A25, o actual IC2, a nova A29 já em construção, e o TGV previsto em S. Marcos/Fontão”, indagando “para que é que são necessárias três auto-estradas quase a par – A1, A29 e agora o IC2/A32 ?”, registando que “em alguns locais passam a poucas centenas de metros umas das outras!”
Depois de termos igualmente consultado o Estudo de Impacte Ambiental, em particular na “Fase de Estudo Prévio – Resumo Não Prévio”, elaborado pela Estradas de Portugal SA, ressalta, na página 23, e quando ponderada a Alternativa 5A, um parágrafo que será um misto de conclusão e de justificação, quando sobre a »Solução 1 entre o Km 34 e o Km 35, no atravessamento da EN 16 entre Albergaria e o Sobreiro no concelho de Albergaria – A – Velha, verificou-se ser muito difícil passar com o traçado sem provocar demolições. Assim, procurou-se o local com menor ocupação para a passagem do IC2. Mesmo assim, implicava ainda a demolição de algumas habitações. No entanto, no final do estudo verificou-se que no local proposto para a passagem tinha sido construído um condomínio de apartamentos, chamado Vilas Nazaré. Esta situação implicou que se tentasse desviar um pouco o traçado, e modo a evitar estas demolições.»
Ainda assim, as preocupações mantêm-se, feitas de receio e apreensão. A ver vamos que desfecho terá o caso.
José Manuel Alho
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