Senhora do Socorro finalmente na agenda?

Junta de Freguesia dispõe-se a fazer o que à Câmara não lembra!



  • Executivo de José Manuel Torres e Menezes deliberou também contactar a Fábrica da Igreja Paroquial de Albergaria a fim de se disponibilizar a contribuir para a dinamização e enriquecimento daquela importante sala de visitas albergariense.


Tendo em vista a concepção, pela edilidade, do Plano de Actividades e Orçamento de 2009, a Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha decidiu propor à Câmara Municipal duas obras que considerará, no momento, essenciais: tapete asfáltico na Rua das Urgueiras – ainda que pendente da resolução de um impasse com as Estradas de Portugal – e a edificação de infra-estruturas para o escoamento de águas pluviais e a aplicação de tapete asfáltico na Rua da Nossa Senhora do Socorro.

Para os que têm defendido a recuperação, a valorização e a optimização generalizadas do “Bico do Monte”, esta manifestação de intenções não deixa de ser uma boa notícia. Pena é que não pareça vislumbrar-se na edilidade presidida por João Agostinho igual capacidade de iniciativa pelo que se aguarda, com natural expectativa, que resposta dará a Câmara Municipal a estas propostas.


Contudo, parece persistir a ausência de um genuíno pensamento estratégico para a Senhora do Socorro quer na edilidade, quer na Junta de Freguesia. A necessidade do tapete asfáltico é óbvia, mas importaria optimizar esta oportunidade para, como já há muito sinalizámos, instalar pontos de água naquela mesma rua para os viandantes; bancos para retemperar forças aos muitos peregrinos que ali passam rumo à Capela; construção de ciclovias; instalação de sinalização vertical que discipline a velocidade automóvel e o reforço do policiamento, mormente à noite. Exista vontade e mérito para ponderar os investimentos de uma forma deliberadamente integrada.



No mais, um rasgado elogio ao executivo liderado por José Manuel Torres e Menezes que, face ao aparente marasmo que envolverá o “Bico do Monte”, deliberou também contactar a Fábrica da Igreja Paroquial de Albergaria a fim de se disponibilizar a contribuir para a dinamização e enriquecimento daquela importante sala de visitas albergariense, num movimento que se deseja abrangente, envolvendo outras forças vivas da terra.

Haja alguém que pense Albergaria!!


Por fim, referência para os apoios económicos dispensados a algumas colectividades concelhias recentemente divulgados, que serviram para atestar (uma vez mais) que o Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de Albergaria - a par de outras agremiações - tem sido o “bombo da festa” nesta questão de atribuição de subsídios, não vendo reconhecido o seu papel em prol da divulgação da cultura e etnografia albergarienses.



José Manuel Alho

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