Rua da Senhora do Socorro

Estrada da vergonha


 


  




Como já aqui denunciámos, a Rua da Senhora do Socorro é muita justamente a “estrada da vergonha” dado o estado de acelerada degradação a que tem sido sujeita. Aliado a esta evidência irrefragável, junte-se a ausência de um plano estratégico que valorize o emblemático “Bico do Monte”.


Com efeito, os acessos são parte determinante na valorização desta verdadeira sala de visitas de Albergaria. Aquela via, onde predominam residências que comprovam elevado investimento privado, parece somente transmitir uma forte impressão de desmazelo, a roçar a irresponsabilidade, bem ao jeito de uma mentalidade assente na máxima do “deixa andar”. Os passeios que obedeceram a apurados trabalhos topográficos são poucos e recentes porque a legislação assim o impôs aos construtores civis. Não há sinalização reguladora da velocidade nem tão pouco sistemas de escoamento das águas pluviais. Em bom rigor, troços há sem valetas.


Se acaso houvesse intenção ou vontade de valorizar a Senhora do Socorro, os autarcas teriam sido obrigados a pensar aquela zona enquanto referência estratégica. Tal obrigaria a edificar ciclovias, a plantar (e a manter!) canteiros e outros equivalentes verdes, a colocar bancos e pontos de água para os vários grupos de marcha ou de peregrinos que por ali passam. Junte-se a isto o mau serviço prestado em matéria de recolha de lixos sólidos. Com contentores despachados de outros lugares do concelho – conspurcados de grafitis e menorizados por mazelas várias – a rua fica frequentemente exposta a situações insalubres, mormente ao fim de semana e aos feriados, onde a zona fica, neste particular, entregue à sua sorte ou ao bom senso dos moradores. Numa urbanização recente, até escapou à edilidade a ausência de um espaço para colocação do necessário contentor. Por aqui se verá como a Câmara Municipal fiscalizará algumas obras…


Por fim, nota para o estado do pavimento. Miserável. Vergonhoso. Deplorável. Bem, desculpas e justificações falhas de razão não faltarão. Entre o presidente Agostinho Pereira e o vereador Laerte Pinto – este último com um desempenho político inusitadamente medíocre – até sobrarão argumentos: "as obras é que deixaram a estrada naquele estado; o tempo tem sido adverso" ou "um novo pavimento já está programado". Enfim, evasivas que  servem tão só para esconder, a todo o momento de uma qualquer estação do ano, o defeito de quem pecará por inacção e, infelizmente, não consegue ser criticado por (saber) fazer. Um novo pavimento, só por si, servirá, uma vez mais, para certificar uma lógica (muito) curta de pensar e de fazer as coisas. Mas assim se engana o Zé Povinho.






O certo é que os buracos deixam uma gravilha que pode ser projectada contra carros, pessoas ou outros bens. Enquanto esta inércia não custar dinheiro à edilidade, nada se resolverá.


José Manuel Alho

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