Congresso do PS - Parte I

 


Missa de entronização



 


O Congresso do PS foi de uma pobreza confrangedora. Um quarto do partido - porventura dependente da continuidade dos socialistas no poder - entronizou José Sócrates como líder incontestado, mesmo em tempos de alegada "campanha negra". Até a escuridão do apagão ajudou à festa.


Tratou-se de uma missa colorida e bem encenada. O país de Sócrates continua a ser aquele que resulta dos discursos palavrosos dos congressistas, cuja adjectivação variou somente entro o "fantástico" e o "perfeito".


Um partido de esquerda que bateu forte e feio na esquerda e que, curiosamente, negligenciou a direita. Não faltou o número habitual de Arons de Carvalho contra o "PÚBLICO" e a "TVI" bem como as metamorfoses de Augusto Santos Silva - assumido "alegrista" no último congresso - e de Ana Gomes - a tal que no início do reinado do actual chefe disse não ter perfil de "socranete". Lá no fundo, o Parlamento Europeu tem as suas comodidades...


Com as negas de Freitas do Amaral e de Ferro Rodrigues, a que se somarão os auto-exílios de João Cravinho e de Manuel Maria Carrilho, Sócrates salvou a face e na noite do Benfica-Leixões lá conseguiu o sim de Vital Moreira, cuja mulher também integra este governo como Secretária de Estado.


Homem bom e competente que de pouco valerá a um PS em ostensiva crise de identidade. Por este andar, até o PSD escolherá para a Europa Zita Seabra...


 


 

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