Concurso para Director do Agrupamento de Escolas do Pinheiro da Bemposta, Palmaz e Travanca

 


Ajuste de contas


regressando ao passado


* Esta parece ser a motivação que animará quem, nada tendo feito num passado recente para ter condições de sucesso, desejará agora vestir a pele d'"o último coveiro" do Agrupamento.


 


Em resultado de um empenhado roteiro feito por uma profissional de educação junto dos jardins de infância do Agrupamento, parece provável que um ex vice-presidente do anterior Conselho Executivo - que, recorde-se, apresentou a sua demissão em bloco por ausência total de condições para prosseguir a sua acção - deverá aduzir a sua candidatura para Director no âmbito do processo concursal  já aberto.


Mais do que registar a incapacidade do próprio para perceber o óbvio (se há poucos meses atrás se demitiu por não ter condições para desenvolver a sua missão, será que o tempo entretanto decorrido operou o milagre de inverter tão funesto cenário?!...), parece sobressair desta decisão insensata o desejo instintivo (ou não...) de ajustar contas, promovendo o regresso a um passado de tão más e trágicas memórias colectivas.


Na verdade, há indivíduos cuja natureza primária se sobreporá ao discernimento lúcido que, por vezes, a vida aconselha. Para alguns, este deveria ser um tempo de recato e de terapêutica discrição...


Neste cenário em que alguns terão deixado o Agrupamento - com tão má imagem e impressão exteriores - o futuro jamais se compadecerá com um regresso ao passado. Rostos do tempo d'"a outra senhora", em princípio, só promoverão o conflito gratuito, a perseguição, a distribuição de benesses por velhos compadres e, acima de tudo, uma política de terra queimada assente na VINGANÇA na sua dimensão mais podre e sórdida. A COMPETÊNCIA e o MÉRITO de nada valerão.


Em contraponto, e numa apreciação em abstracto, o FUTURO só se fará com gente impoluta, sem mácula, exclusivamente apostada em exponenciar o melhor de cada agente educativo. Mais do que nunca, o que o Agrupamento precisa é de responsáveis leais e competentes, com curriculum que fale por si, insusceptível de dúvida ou suspeita. Gente que já provou não eleger a VINGANÇA ou a PERSEGUIÇÃO como "trunfos" da sua acção. O momento é grave e reivindica Maturidade e comprovada Experiência. Estabilidade precisa-se. De igual modo, a conjuntura não se afigura compatível com "testas de ferro" para a prossecução de desígnios inconfessáveis.


Querer o poder pelo poder não é projecto. Querer o poder para vinganças não é tolerável. Querer o poder para, num rasgo de saudosismo insano, ostracizar, desprezar e prejudicar quem pensa de maneira diferente será simplesmente caótico.


Mário Rui Lopes - a quem se renova o repto para apresentar a sua candidatura - está em condições de reunir os predicados que o momento impõe. Dele se aguarda o melhor e nele se deposita a já experimentada ESPERANÇA num futuro (bem) melhor.


O nosso agrupamento não precisará de um último "coveiro" que o enterre para todo o sempre. É tempo de mudar (mesmo) de vida porque a morte nunca foi sinónimo de futuro.


 

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