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"À mulher de César não basta ser séria.
Tem igualmente de parecê-lo."
Para os mais cáusticos, a pouca vergonha continuará.
Desta feita, o visado será o renomado SILVA LOPES, com 77 anos de idade, que há bem pouco tempo defendeu o congelamento dos salários dos funcionários portugueses. Ex-Administrador do Montepio Geral, de onde terá saído recentemente com uma (alegada) indemnização de mais de 400.000 €uros, somada a outras que terá como ex-Governador do Banco de Portugal. Contudo, a vida não cessou de lhe dar bons motivos para sorrir. Ao que consta, logo que saiu do Montepio foi nomeado Administrador da EDP RENOVÁVEIS, empresa do Grupo EDP.
Com muitos críticos a apelidarem este novo desafio de "tacho dourado", esta eminente personalidade lá irá auferir umas centenas de milhar de €uros num emprego supostamente dado pelo actual elenco governativo. Tudo isto, atente-se, num país com 20% de pobres, onde o desemprego caminha para níveis assustadores e os salários da maioria dos portugueses estão cada vez mais ao nível da mera subsistência.
Silva Lopes, além de assumir como necessário o congelamento de salários, propôs igualmente o não aumento do salário minimo nacional, aparentemente por causa da competividade da economia portuguesa. Poderá assim ficar a impressão que estas medidas serão sempre inevitáveis para... os OUTROS. Faça-se tudo, é claro, mas sem "tocar no meu queijo"...
Quanto a Fernando Gomes, terá recebido em 2008, como administrador da GALP, mais de 4 milhões de €uros de remunerações. Acresce a isto um PPR de 90.000 euros anuais, para quando reunir os quesitos para se reformar.
Sobre o primeiro caso, lembremos a notícia do "Correio da Manhã", de Abril passado, e também disponível em http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000011-0000-0000-0000-000000000011&contentid=C744F7CD-1BF4-4F54-AF4C-B59C0FAA69E3
14 Abril 2009 - 00h30
Banco pagou mais de dois milhões
e meio a administradores
Silva Lopes ganhou 410 mil por 4 meses no Montepio
»Silva Lopes, ex-administrador do Montepio Geral, recebeu em 2008, por quatro meses à frente da gestão do Montepio Geral e por gratificações do ano anterior, 410 mil euros.
Os dados revelados nos últimos relatórios daquela associação mutualista mostram ainda que António Tomás Correia, que substituiu Silva Lopes, recebeu 581 mil euros por oito meses na presidência do conselho de administração.
Os restantes administradores (Almeida Serra, Rui Amaral e Aduardo José Farinha) receberam, respectivamente, 543, 514 e 509 mil euros pelo ano em que exerceram funções.
Os dados dão conta de que, no total, o Montepio pagou mais de dois milhões e meio de euros aos quatro administradores pelo exercício no ano de 2008.» (SIC)
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