Bem a tempo dos festejos em honra da Senhora do Socorro

 


Pavimentação da estrada

é doce de verão

Iniciaram-se, na segunda quinzena de Julho, os trabalhos tendo em vista a pavimentação da estrada que serve a zona residencial da Rua da Senhora do Socorro que agora se concluíram bem a tempo de servir a população durante o terceiro fim-de-semana de Agosto, precisamente aquele que acolhe os festejos em honra de Nossa Senhora do Socorro.

Há considerável tempo conhecida como “a estrada da vergonha”, o anterior pavimento (?) era um atentado à qualidade de vida de residentes e de outros cidadãos que por ali passavam tal era a fonte de poeiras e de projecção de gravilha que chegou a causar danos da mais diversa índole. O certo é que a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha consegue, com esta empreitada, pôr fim a tão degradante situação, um cartão negro de visita que importava banir da paisagem albergariense.

Se bem que, a poucas semanas das eleições autárquicas, haja quem se apreste a rotular o empreendimento de “oportunista”, cumprirá ainda assim ressaltar que a obra foi feita e está lá para o bem de todos e não deixa de ser um contributo que valorizará o “Bico do Monte”, que enaltece igualmente todos quantos persistiram na pressão exercida visando a realização de tão merecida benfeitoria.

 

Reparos

A obra iniciou-se sem que a população residente fosse previamente informada. Só mais tarde foi distribuída informação escrita da autarquia alertando para os constrangimentos aquando da deposição do novo piso. Os rasgos para instalação das condutas visando o escoamento das águas pluviais foram feitos com inusitada desconsideração por todos que necessitavam de entrar e sair das suas garagens para os seus empregos. Na verdade, o trânsito foi consecutivamente cortado em vários sentidos, ao ponto de conhecer várias alternativas num mesmo dia. Nada era previamente comunicado ou devidamente sinalizado. No mais, os últimos dias foram marcados por cortes na distribuição de água aos consumidores, por longos períodos de tempo, impedindo a confecção de refeições e, bastas vezes, até os electrodomésticos (máquinas de lavar louça e roupa…) se ressentiram da abrupta falta de água nos canos. Uma confusão.

Contudo, é justo reconhecer que foram tomadas algumas cautelas em ordem a reduzir o levantamento de poeiras.

 

Sugestões

O investimento da edilidade deve ser reconhecido. Foi gasto dinheiro público. Por isso, será importante avaliar como se comportará o novo piso, pelos menos, neste primeiro ano de utilização continuada. Alerta-se para o facto de alguns troços do piso apresentarem estranhas alterações de relevo, com declives que uma condução relativamente atenta denunciará.

Mais do que registar que, à data da publicação deste post, o traçado do pavimento ainda não foi pintado, verifica-se que a estrada é propícia a grandes velocidades naquela zona, repita-se, vincadamente residencial. Seria recomendável ponderar-se sinalização adequada bem como lombas ou outros mecanismos limitadores de velocidade. A rua da Senhora do Socorro continua pouco vigiada pela competente autoridade policial e a luz pública apresenta limitações que carecem de correcção. Aliás, na curva de acesso, a escassa centena de metros da imagem erguida em louvor da Santa, constata-se que os cabos eléctricos estão seriamente ameaçados por uma árvore cuja inclinação prenuncia o derrube da frágil instalação (vide foto). Cumulativamente, e reconhecendo os legítimos interesses de quem constrói, tem-se por fundamental verificar se aquela via PÚBLICA não é maltratada no final de um dia de obras. Lavar a estrada sempre que é atingida por materiais ou líquidos provenientes de uma construção é uma obrigação legal e regulamentar que cabe à Câmara Municipal fiscalizar. Assim haja vontade e suficiente independência.

 Mais do que recordar que, durante os meses de Inverno, o fornecimento de energia eléctrica é frequentemente interrompido em resultado de prolongadas avarias, estranha-se que, após elevado investimento ali acumulado pelo sector da construção civil em novas infra-estruturas, todos os cabos não estejam debaixo de terra mas sim em novos e velhos postes, num triste espectáculo que mais faz lembrar um estendal terceiro-mundista.

Como (infelizmente) não foi aproveitada esta oportunidade para a edificação de ciclovias, mantém-se a esperança que ali sejam colocados bancos e pontos de água para caminheiros e peregrinos que em grande número se deslocam a tão emblemática sala de visitas. De igual modo, deseja-se que, a partir de agora, os competentes serviços camarários tenham uma estratégia que preserve, valorize e crie inclusivamente novos espaços verdes. Limpar as ervas daninhas APENAS na semana anterior à festa é (muito) pouco e nada abonatório.

Por fim, seria indiciador de zelo e brio que as autarquias – não excluamos a Junta de Freguesia de Albergaria… - providenciassem a substituição dos contentores do lixo, pejados de grafitis e de outras mazelas que ameaçarão a salubridade pública.

José Manuel Alho

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