Jornal Nacional de Sexta cancelado e Moura Guedes afastada dos ecrãs é ESCÂNDALO que pode decidir eleições

Será isto demonstração de


fascismo higiénico?



Mau grado os esforços do actual Director Geral da TVI, Bernardo Bairrão, junto dos altos comandos da PRISA em Espanha, a notícia chegou manhã cedo e foi bem clara: cancelamento do Jornal Nacional de Sexta e consequente afastamento de Manuela Moura Guedes dos ecrãs.


Como afiançam os observadores, o Jornal Nacional  regressaria amanhã, sexta-feira, com uma investigação sobre o caso Freeport, com documentação «que contradiz as informações que têm sido publicadas», segundo disse Manuela Moura Guedes à TSF.


No mais, importará ressaltar que aquele jornal da TVI é líder de audiências, não tem orçamento próprio e não é caro, pois, no essencial, será todo feito com jornalistas da estação, não se justificando assim a  alegação de a decisão ora tomada se prenderia com motivos de índole financeira.


Lembrando que o Congresso do PS começou e acabou com ataques velados ao Jornal Nacional, apelidando-o de "caça ao homem", e à sua apresentadora, o caso ganha por isso verdadeiros contornos de ESCÂNDALO. As conhecidas ligações da PRISA ao PSOE adensam, com justificada apreensão, as suspeitas de ingerência na vida política portuguesa, precisamente em período eleitoral que ameaça a continuidade no poder do seu congénere luso.


Contudo, ocorre que não estamos em Espanha. Os feudos do outro lado da Ibéria poderão pôr em causa a independência editorial, não esquecendo que este acto deverá ser vincadamente ILEGAL porque nenhuma administração, à luz do nosso ordenamento legal, poderá tomar semelhante medida ao nível da direcção de informação.


O inquérito de averiguações espoletado pela ERC não se afigura suficiente. Caberá ao Presidente da República apurar o que realmente se passou, auscultando os envolvidos, centrando a avaliação do sucedido na perigosa eventualidade de poderes económicos estrangeiros condicionarem, com inusitada impunidade, o jogo político neste estado independente e soberano.


 

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