Siga a rusga neste Portugal porreiro pá!

Sócrates e Cavaco tentam fazer


crer que a cauda abana o cão



Com a comunicação ontem ao país do PR, o tonto portuga ficou a saber que este pedaço de terra à beira-mar plantado é afinal governado por gente ressentida, caprichosa e amuada.

Cavaco não diz sim nem que não. Antes pelo contrário. Sócrates, por seu turno, defende o indefensável, remetendo tudo e todos para a saudosa máxima “somos todos bons rapazes”, bem ao jeito de quem atira a pedra e esconde a mão. Altivo, numa declaração feita para os telejornais da tarde, o engenheiro avisa de modo estupidamente ameaçador: »espero não ter de voltar a tal assunto”.

José Junqueiro, outro “bom rapaz” que levantou uma suspeita depois de ler um semanário com dois mil exemplares de tiragem, está bem caladinho, com a carapuça integralmente enterrada até às orelhas. Enquanto a postura do “Diário de Notícias” continua pouco escrutinada pelas autoridades competentes – em particular, o Sindicato dos Jornalistas – até Ana Gomes veio já dar o seu impagável contributo para este caudilho tautológico, apelidando o discurso do PR de “patético”. Olha logo quem fala?! A valente cavaleira andante da autenticidade na política, com duplas candidaturas, própria de quem conhece há muito a volátil meteorologia partidária em tempo de vacas magras.

No meio de semelhante trapalhada, lá esteve e continua o PSD, imprevisto patinho feio do PAI Aníbal, defensor intrépido da bolorenta apologia do tabu. Nelinha até se poderá queixar da cruel frieza paternal, que só falou depois de a “Chica” ter chegado.

No meio de semelhante folguedo entre as principais figuras do Estado, sobra para o Zé Povinho, aquele que suporta esta brincadeira institucional, a triste mas sapiente garantia de que um dia destes vê-los-emos (a todos) aos beijos e aos abraços. Na verdade, esta gente não é para levar a sério. Não têm credibilidade. Procuram (somente)  cuidar do seu “queijo”, pretendendo convencer a todo o custo que é mesmo a cauda que abana o cão.

Expurgando do assunto tudo aquilo que interessa e conta, este Portugal persiste estranhamente porreiro pá!

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