Jornal de Albergaria à beira de perder o seu Director e de fechar portas?

Nota do Director Mário Jorge Pinto


prenuncia eventual fim


 

Numa Nota publicada na edição desta última quinzena de Outubro, o Director do Jornal de Albergaria, Mário Jorge Lemos Pinto, dá conta de alguma melancolia que, numa leitura mais cuidada, poderá prenunciar, além do seu abandono, o fim de tão relevante arauto do Concelho de Albergaria-a-Velha.

Na verdade, a nossa terra até mereceria um periódico semanal, com um corpo redactorial fixo e porventura semiprofissional. Contudo, parece que os tempos de crise no essencial da vida económica local estarão a ditar sérios constrangimentos ao nível das receitas, em particular nas provenientes da publicidade. Cumulativamente, muito do tecido empresarial aqui sediado estará longe de sentir o pulsar da vila e de ser sensível aos seus anseios e potencialidades, preferindo divorciar-se de muitos dos agentes/pólos dinamizadores da colectividade onde se inserem.

Com uma linha editorial vincada e assumidamente independente, o Jornal de Albergaria tem feito um percurso que a todos prestigia e enobrece. Nunca invejarei o cruel rosário de dificuldades, obstáculos e incompreensões enfrentado pelo impoluto Mário Jorge Lemos Pinto. Trata-se de um notável causídico, cuja brilhante vida profissional o dispensaria de outros incómodos, que só o seu conhecido amor e dedicação à “res publica” o exporia a semelhantes provações.

Mais do que quinzenários regionalistas, cuja manutenção perece ficar a dever-se a motivações exclusivamente comerciais, funcionando como caixa de ressonância da informação oficial como garantia de sobrevivência, Albergaria precisa(rá), como de pão para a boca, de uma informação livre de espartilhos e condicionamentos terceiro-mundistas, impostas por personagens caciquistas.

Por se tratar de uma Cooperativa, espera-se que a Direcção possa, a breve trecho, encontrar soluções que evitem o fatalismo de, por estes lados, nada vingar. Foram as rádios e agora poderá sumir-se o jornal da terra. Que este alerta do Director – só por si, garantia de FUTURO - ecoe bem alto e toque fundo nas consciências de quem pode (e deve) fazer a diferença.

A ver vamos.

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