Ainda a propósito do ataque aos Professores

A inveja mora entre nós


Falhado o acordo entre Professores e Ministério da Educação - que, presumo, jamais será alcançado com este PS - ficou uma vez mais patente uma insustentável inveja social pelos profissionais da educação, há muito patrocinada por quem, à falta de melhores ideias, optou por desancar forte e feio nos docentes.


Para alguns políticos carreiristas, este caso passou a ser uma bandeira populista e demagógica para exemplificar uma suposta vontade reformista que, para desgraça da colectividade, o futuro se encarregará de desmascarar.


Nos fora de participação da opinião pública realizados por estes dias na TV e na rádio, emergiu a ostensiva sofreguidão com que determinado aparelho partidário ousou manipular o sentimento geral, simulando nomes, profissões e idades que, sem excepção, desferiram insultos e outros ataques soezes aos Professores, recorrendo (bastas vezes) a uma reiterada ignorância para simplesmente desinformar.


Mais do que registar o nascimento desta nova ocupação profissional - "participante travestido de cidadão comum em debates radiofónicos e televisivos" - que, de manhã à noite, encarna múltiplas personagens de pendor vicentino, fica a certeza que a inveja social necessária para atingirmos este nível de conflituosidade continuará a ditar cartas. Na verdade e enquanto  uma certa casta da "Brigada do Reumático" - a tal que diz guardar, com saudade, os tempos  de "respeito" e "educação" do imaculado Salazar - persistir em denunciar-se intolerante ao ponto de debitar, sempre que necessário, um chorrilho pesporrente de mentiras, haverá sempre um qualquer Couto dos Santos a expor-se ao cumulo do ridículo numa qualquer rádio desta espécie de Portugal excepcionalmente atreito a propagandas da treta.

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