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Pobre. Pobrezinho.
O caso do comércio tradicional ganha neste particular especial acuidade. Com a recente abertura de novas médias superfícies comercias - que não vale a pena diabolizar; estão e vieram para ficar - caberia à edilidade empreender uma genuína e integrada política de (re)vitalização do comércio de rua.
Ao contrário de anos recentes, o concelho de Albergaria-a-Velha enfrenta em 2009 um Natal fosco e frouxo.
O colorido diferenciado emprestado pelas iluminações que até há poucos anos alegravam as principais artérias locais foi agora esbatido por uma realidade diversa. Apesar de a informação oficial ter prometido para hoje, dia 11, a materialização de um investimento que poderia rondar os 20 000 €uros, o certo é que à data de hoje - e excepção feita à vila da Branca - pouco ou nada se vê. Denunciando uma deficiente programação estratégica, alguns adereços têm sido (tardiamente) distribuídos e aplicados às pinguinhas, negligenciando-se assim importante quadra para os diversos segmentos da actividade social e económica da terra.
O que este ano se verifica na freguesia sede vem, uma vez mais, confirmar a aparente menoridade a que foi votada nestes últimos tempos. Isto não vai lá (só) com postais coloridos e barretes vermelhos n'»A Casinha do Pai Natal». Bem sei que as circunstâncias serão, mais do que nunca, atreitas a constrangimentos financeiros. Mas é nestes momentos que os gastos devem obedecer a prioridades escrupulosamente definidas. Gastar bem é preciso. Ademais, defendo que é nestas alturas que o poder local deve dar mostras da sua competência e vontade no sentido de incentivar e dinamizar o que a crise tenderá a mirrar. O caso do comércio tradicional ganha neste particular especial acuidade. Com a recente abertura de novas médias superfícies comercias - que não vale a pena diabolizar; estão e vieram para ficar - caberia à edilidade empreender uma genuína e integrada política de (re)vitalização do comércio de rua.
A alegada e propalada parceria entre a autarquia, PRAVE e SEMA estará longe de se revelar à altura das expectativas por poder configurar uma aliança vincadamente episódica.
Institua-se um relacionamento de proximidade com aqueles agentes económicos. Dialogue-se com os os pequenos e médios empresários. Conheça-se as suas disponibilidades e anseios. Iluminem-se as ruas. Animem-se as calçadas que anseiam por movimento e agitação. Disponibilize-se cultura sem pruridos ou preconceitos tétricos. Que se sinta o arrojo e o desejo de inovação. Na verdade, tudo está muito triste, cinzento e amorfo.
Mais do que prometer (tarde e a más horas) actividades de animação de rua e concertos de Natal, sem uma calendarização conhecida, falta e falha a divulgação, a promoção dos eventos.
Cumulativamente, Albergaria - que persiste em ignorar bons exemplos de outros municípios de igual dimensão - não terá uma genuína passagem d'ano popular. Com tantos e tão privilegiados cenários, nada se fará. Em vez de concentrar grandes parcelas orçamentais na contratação de sonoras atracções do nosso universo musical que, em Maio/Junho, ressuscitam a Quinta do Torreão - e quanto dinheiro terá entretanto sido gasto em vão dadas as recorrentes surpresas perpetradas por S. Pedro?!... - não seria porventura mais avisado garantir desde logo (alg)uma folga financeira, um "resto" de dinheirito que assegurasse a dinamização destas Boas Festas que o povo se habituou a acarinhar?
É tempo de contrariar este sentimento de que Albergaria será, cada vez mais, um ensurdecedor dormitório de gente bem formada.
Com as eleições finaram-se as boas intenções
Já era de esperar. Com o encerramento das urnas em Outubro passado parece terem-se finado igualmente as boas intenções. Os novos pavimentos que então se concederam às populações, com inusitado frenesim, ainda não conheceram a competente pintura delimitadora (S. Marcos, Senhora do Socorro...); a EDP continuará a prestar um mau serviço no que à iluminação de zonas residenciais e de maior trânsito diz respeito, a que se somará uma rede de distribuição de energia eléctrica ridiculamente frágil, sem que a Câmara Municipal faça sentir publicamente o seu descontentamento.
Por fim, as ruas - excepção feita às que rodeiam o edifício Paços do Concelho - continuam pejadas de folhas secas, acumuladas maioritariamente em sarjetas, e vários bairros continuarão esquecidos (vide caso da Bairro da Nazaré, no Sobreiro) em matéria de limpeza e conservação de espaços verdes.
Expurgando desta análise a aparente obsessão pelas rotundas, o arranjo paisagístico da vila apresenta indícios preocupantes de tudo poder estar em "modo de piloto automático". Pouco ou nada se faz. Chega a ser trágica semelhante realidade. Também aqui parece faltar uma programação assente numa esclarecida cultura de exigência. Se calhar, haverá pessoas a precisar de saber quem manda...
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