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A propósito da
SEGURO DIRECTO, Gere, SA
Denunciei aqui, num post publicado em 22 de Novembro passado, algumas das "singularidades" que qualquer um de nós, enquanto cidadão consumidor, poderá enfrentar sempre e quando estiver envolvido num sinistro automóvel em que as companhias seguradoras pertencem ao mesmo grupo empresarial.
Veio isto a propósito do acidente que vitimou gravemente a minha mulher em 28 de Maio quando foi abalroada por um pesado de mercadorias com reboque que - o tacógrafo assim o registou - circulava em manifesto excesso de velocidade.
Em poucos dias foi considerada culpada, apesar de prova testemunhal entretanto vertida para o processo. Se calhar, não haverá memória de um processo que, em tão curto espaço de tempo, terá atribuído responsabilidades no âmbito de "averiguações" decorrentes de um sinistro. Tanta pressa! Ainda a condutora do ligeiro (poli traumatizada grave) estava a conhecer os cantos ao tecto do hospital quando já estava marcada a segunda (!) peritagem ao veículo pesado (com danos irrisórios) enquanto o testemunho da única vítima em risco de vida nunca haveria sequer de ser recolhido. Apesar de oportuna e insistentemente pedida, a peritagem à nossa carrinha só, a muito custo, teria lugar bons meses depois, facto que (para nosso prejuízo) terá desvalorizado grandemente o veículo.
Como se recordarão, enquanto cliente da companhia SEGURO DIRECTO (SG), Gere SA, a minha mulher terá tido o "azar" acrescido de o pesado estar segurado pela AXA, poderosa empresa quem em 2005 adquiriu a primeira.
Muitas pessoas me contactaram logo após o acidente para, entre outros eventuais perigos, me alertarem da alegada situação de menoridade da SEGURO DIRECTO no seio do universo AXA, chegando ao ponto de a considerarem uma "simbólica sucursal da AXA". Em nenhum momento, ousei ceder a esse tipo de suspeições.
Ao contrário desta era tecnológica que facilita - ao limite do instantâneo - as comunicações entre os diversos agentes sociais e económicos, o mundo que parece regular o relacionamento de (algumas) seguradoras com (alguns) dos seus clientes parece pouco ficar a dever ao período jurássico. Eles foram telefonemas, mails, fax´s, cartas registadas com aviso de recepção mas, durante semanas, nem resposta. A cada telefone(ma) para a SG, a roçar os sete ou nove €uros, sobrava a inglória impressão de que fora absolutamente inconsequente. Cada funcionário do outro lado da linha - por sinal, com nomes bem exóticos - sua sentença. Tudo era muito impessoal.Sucediam-se diligências e... NADA!
Quando a paciência se esgotou e se recorreu ao Instituto de Seguros de Portugal (ISP), com o propósito de denunciar estas e outras condutas, lá se dignaram telefonar à "formiga" para, numa argumentação pífia, insinuar que os "papéis perdem-se muito" pelo que o telefone(ma) deveria ser a ferramenta (quase) única e exclusiva para "tratar dos assuntos". Que lógica de actuação norteará quem, neste ou noutro ramo, repudiará a palavra escrita como o diabo foge da cruz?! Afinal, quem tem medo do formal? Em certos casos, quando convém, exige-se formalismos sem paralelo; noutros, a dimensão oficial será simplesmente mandada às malvas.
Retaliações para clientes insatisfeitos?
Como cliente que se queixa à (suposta) autoridade de supervisão merecerá, ao que parece, tratamento "diferenciado", começaram os atrasos no pagamento nas despesas de tratamento e, por fim, na activação da protecção jurídica.
Cumulativamente e porque a vítima não se conforma com a tramitação processual encetada e a decisão final das seguradoras, é legítimo - para não dizer normal - o recurso aos tribunais. É aí que, por norma, são disponibilizadas as protecções jurídicas para pagamento de honorários a advogados e de custas judiciais, que consta das coberturas insertas na apólice. Outro "azar". Mas se as duas seguradoras pertencem ao mesmo universo, irmãs no mesmo negócio, por que raio haveriam de suportar "desnecessários" encargos num caso, para eles, encerrado?!! Uma vez mais, o processo arrasta-se há longas semanas sem qualquer esboço de resposta.
Ai se eu tivesso uma extensa frota de camiões segurados na SEGURO DIRECTO!...
Contudo, reafirmo: não se confunda a árvore com a floresta. Existirão exemplos de seguradoras com boas práticas, que cumpre divulgar. Entre vários possíveis, cito o caso da LIBERTY Seguros. Tem um portal de clientes, um exemplo fácil, eficaz e rápido de "home insurance". Através dele é possível consultar toda a carteira pessoal de seguros; alterar ou corrigir dados pessoais; visualizar ou imprimir as Condições Particulares das apólices e emitir declarações (por exemplo, para efeitos de IRS); consultar todos os sinistros registados; visualizar e imprimir a documentação de qualquer dossiê pessoal de sinistro (participação, relatório de peritagem, aditamentos, auto de ocorrência, carta a dar prazo, carta de recusa)...
Enfim, para além desta zona (muito) nebulosa de supostos maus exemplos, existirá afinal um mundo onde a lisura, a transparência processual e a igualdade de tratamento tornarão o habitat das seguradoras mais limpo, sério e credível.
Para mim, SEGURO DIRECTO jamais!
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