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Procuradoria é suspeita de
ter alertado os visados do processo
‘Face Oculta’ de que estavam sob escuta
"A fuga de informação no inquérito Face Oculta – que, conforme o SOL já revelou em anteriores edições, permitiu a Armando Vara e a outros arguidos mudarem de telemóveis para ludibriar a Justiça – ocorreu a partir do momento em que o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Aveiro informou a Procuradoria-Geral da República, em Lisboa, na manhã de 24 de Junho de 2009, da primeira certidão que tinha emitido para que fosse aberto um inquérito a José Sócrates. Esta é a conclusão óbvia que se retira, analisando algumas datas-chave do processo Face Oculta.
Recorde-se que este processo – que tem como principal arguido o empresário de Ovar, Manuel Godinho, suspeito de ter criado uma associação criminosa para, através de actos de corrupção e tráfico de influências, ganhar concursos públicos na área da recolha e tratamento de resíduos industriais – iniciou-se em 2008.
As primeiras escutas a Godinho verificaram-se em finais de Janeiro de 2009, alargando-se progressivamente aos outros arguidos no caso.
No dia 23 de Junho, o procurador coordenador da investigação no DIAP de Aveiro, João Marques Vidal, assinou a primeira certidão, de crime de atentado contra o Estado de Direito por manipulação da comunicação social.
No dia seguinte, 24, Marques Vidal e o procurador-distrital de Coimbra, Braga Themido, deram conta do assunto ao procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro. E entregaram em mão essa certidão."
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