O burnout de professores

Síndrome de Burnout


nos Professores (II)


 


A burnout de professores é conhecida como uma exaustão física e emocional que começa com um sentimento de desconforto e, pouco a pouco, aumenta à medida que a vontade de leccionar  diminui gradualmente. Sintomaticamente, a burnout é geralmente reconhecida pela ausência de alguns factores motivacionais: energia, alegria, entusiasmo, satisfação, interesse, vontade, sonhos para a vida, ideias, concentração, autoconfiança e humor.


Um estudo feito entre professores que decidiram não retomar os postos nas salas de aula no início do ano escolar na Virgínia, Estados Unidos, revelou que entre as grandes causas de stress estava a falta de recursos, a falta de tempo, reuniões em excesso, número muito grande de alunos por sala de aula, falta de assistência, falta de apoio e pais hostis. Numa outra pesquisa, 244 professores de alunos com comportamento irregular ou indisciplinado foram instigados a determinar como o stress no trabalho afectava as suas vidas. Estas são, em ordem decrescente, as causas de stress nesses professores:



  • Políticas inadequadas da escola para casos de indisciplina;

  • Atitude e comportamento dos administradores;

  • Avaliação dos administradores e supervisores;

  • Atitude e comportamento de outros professores e profissionais;

  • Carga de trabalho excessiva;

  • Oportunidades de carreira pouco interessantes;

  • Baixo status da profissão de professor;

  • Falta de reconhecimento por uma boa aula ou por estar a ensinar bem;

  • Alunos barulhentos;

  • Lidar com os pais.


 


Os efeitos do stress são identificados, na pesquisa, como:



  • Sentimento de exaustão;

  • Sentimento de frustração;

  • Sentimento de incapacidade;

  • Carregar o stress para casa;

  • Sentir-se culpado por não fazer o bastante;

  • Irritabilidade.


As estratégias utilizadas pelos professores, segundo a pesquisa, para lidar com o stress são:




  • Realizar actividades de relaxamento;


  • Organizar o tempo e decidir quais são as prioridades;

  • Manter uma dieta balanceada e fazer exercício;

  • Discutir os problemas com colegas de profissão;

  • Tirar o dia de folga;

  • Procurar ajuda profissional na medicina convencional ou terapias alternativas.


 


Quando perguntados sobre o que poderia ser feito para ajudar a diminuir o stress, as estratégias mais mencionadas foram:



  • Dar tempo aos professores para que eles colaborem ou conversem;

  • Prover os professores com cursos e workshops;

  • Fazer mais elogios aos professores, reforçar suas práticas e respeitar seu trabalho;

  • Dar mais assistência;

  • Prover os professores com mais oportunidades para saber mais sobre alunos com comportamentos irregulares e também sobre as opções de programa para o curso;

  • Envolver os professores nas tomadas de decisão da escola e melhorar a comunicação com a escola.


Como se pode ver, o burnout de professores relaciona-se estreitamente com as condições desmotivadoras no trabalho, o que afecta, na maioria dos casos, o desempenho do profissional. A ausência de factores motivacionais acarreta o stress profissional, fazendo com que o profissional largue seu emprego, ou, quando nele se mantém, trabalhe sem muito esmero 

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