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O país enfrenta uma situação absoluta e irremediavelmente degradante. O desgoverno é ostensivo. A falta de credibilidade das diversas classes dirigentes é caótica. O povo está finalmente entregue à sua sorte.
A entrevista de ontem do PM, José Sócrates, é um sintoma iniludível de desvario. Mesmo conduzida por dois jornalistas impreparados, a conversa confirmou um homem que não reconhece um erro, não vislumbra qualquer deslize nem admite nenhum equívoco. Numa postura típica de um Calimero penosamente abandonado num mundo avassalador, incompreendido por um universo que se reuniu para o tramar, Sócrates persiste em viver numa realidade de fantasia e ilusão, vendendo optimismo ao domicílio.
O Povo já não suporta semelhante apologia da prosperidade. Os escândalos sucedem-se a um ritmo (quase) incontrolável. O descrédito dos políticos é diário. A falta de confiança é contagiosamente sentida e os bolsos, derradeiro barómetro do bem-estar geral, estão, além de vazios, crescentemente rotos.
A populaça não acredita nos sacrifícios exigidos. Mais, deixou de crer na sua utilidade. Hoje, com a divulgação que a taxação extraordinária do IRS poderá ser afinal retroactiva a 1 de Janeiro de 2010 - ainda que negada - finou-se a réstia de confiança indispensável ao cumprimento do malfadado plano.
As contradições, os desmentidos, as surpresas expelidas de modo avulso e a desordem instalada feriram de morte o actual executivo socialista (?). A teimosia nas grandes obras e os dislates com governantes e deputados (vide casos de Teixeira dos Santos, Ricardo Rodrigues...) relegaram o governo para baixo da "fronteira Santana Lopes", que então ditou a dissolução da AR.
O homem da noite era pouco considerado por uma imprensa trocista. Este é temido por uma comunicação social reverente. No meio, sobra um PR em pânico, animado somente pela ambição de se reeleger, pendurado na curva descendente que ninguém logra contrariar.
De comum, existe um povo manso, nada consequente e globalmente alienável. Lá no fundo, temos o que merecemos.
JMA
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