A iniciativa insere-se no plano de cortes e de restrições impostos pelas necessidades orçamentais.

Governo quer


extinguir agrupamentos


com menos de 1000 alunos


O Ministério da Educação quer avançar com a extinção dos agrupamentos escolares com menos de mil alunos. Uma medida anunciada quase um ano após a eleição das direcções de escola e que surge depois de a tutela ter, também, manifestado a intenção de encerrar escolas com menos de 21 alunos.

A iniciativa insere-se no plano de cortes e de restrições impostos pelas necessidades orçamentais. O assunto está a ser discutido a no Ministério da Educação, a pedido da FENPROF.

Em declarações à Renascença, Mário Nogueira considera que a reestruturação dos agrupamentos escolares, nos moldes propostos pelo Governo, é apenas “mais uma das medidas que terá como consequência a possibilidade de dispensar inúmeros professores”. Além disso, vai levar a que em alguns casos haja distâncias enormes entre escolas e agrupamentos e que sejam feitas reuniões com cem professores ou mais, o que é uma dificuldade do “ponto de vista do trabalho e da dinâmica pedagógica”.

Uma opinião também partilhada pela FNE. João Dias da Silva afirma que as políticas de racionalização não devem pôr em causa a qualidade e futuro do serviço da rede escolar. “Tudo tem a ver com piores condições de trabalho para os docentes: o crescimento exagerado de número de alunos por turma, o aumento do número de alunos apoiados por um mesmo número de trabalhadores não docente – o que pode significar perda de qualidade”.

Fonte: RR

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