»(...) precisamos do trabalho de pensar (...)»

“Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma.”


José Saramago


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"Outros Cadernos de Saramago"



 


Escritor autodidacta, José Saramago começou a vida como serralheiro mecânico. Só aos 25 anos publicou o primeiro romance, "Terra de Pecado". 


Casou com a artista Ilda Reis, de quem teve a filha Violante Saramago, e foi jornalista do Diário de Lisboa entre 72 e 73. Só em 76 passa a viver da escrita. Em 1980 publica "Levantado do chão", considerado o seu primeiro grande romance. 


Ateu, membro do partido comunista, José Saramago publica em 82 "Memorial do convento", o seu livro mais editado de sempre e que foi  mais tarde adaptado a ópera, estreada no La Scalla de Milão. Mas é em 1991 que publica uma das mais polémicas obras. "O Evangelho segundo Jesus Cristo" deixou Saramago de costas voltadas para a igreja.


Com uma escrita com pontuação pouco convencional, Saramago passa em 93 a viver na ilha espanhola de Lanzarote, depois de ver o seu livro ser retirado de uma candidatura a um prémio europeu pelo então sub-secretário de Estado da Cultura, Sousa Lara. 


O escritor recebeu 35 doutoramentos "honoris causa" e, em 98, foi distinguido com o Nobel da Literatura. O galardão obriga-o a um ano de conferências intensas por todo o mundo. 


Regressa à escrita em 2000 com "A Caverna", a que se seguem "O Homem Duplicado", "Ensaio Sobre a Lucidez" ou "As Intermitências da Morte", livro em que a Morte se apaixona e se cansa de matar.  

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