Manuel Pinho:
foi importante ser ministro,
mas agora estou a adorar
viver em Nova Iorque
A entrevista do ex-Ministro Pinho ao PÚBLICO
é mais um momento infeliz de um homem
que pertenceu a um excutivo que maltratou
os professores portugueses como até então
nunca havia memória.
Sabendo-se o modo e os termos deste exílio americano
de Pinho, teria sido de bom tom
poupar(-nos) em detalhes.
O vinho por menos de 20 dólares, as preocupações com
a pintura e a fotografia, num gabinete
com vista para Manhattan...
Um professor que se cansa com 4 horas
de aulas quando, aqui,
em Portugal, são obrigados a 5 hs/dia até aos 67 anos,
é um gozo cruel.
A um ex-ministro que virou professor na América
de uma cadeira facultativa(!), escondendo a sua
remuneração mensal, rosto de um governo que
hostilizou os professores do/no seu país,
apoucando o seu prestígio social e profissional,
só apetece gritar: ¿Por qué no te callas?
“Dou aulas quatro horas seguidas e, como já não sou nenhum menino, ao fim dessas quatro horas já me sinto um pouco cansado. Preparo as aulas com pormenor e levanto-me às 05h30 todas as manhãs para que a coisa corra bem”. Já no seu pequeno gabinete, mas com uma magnífica vista de oitavo andar para a zona norte de Manhattan, Pinho elogiou então a qualidade dos vinhos que é possível encontrar em Nova Iorque por menos de 20 dólares.
Comentários
Enviar um comentário