Questões que ajudam a ilustrar a lógica kafkiana que tem degradado o estatuto profissional e social dos Professores

Perguntas


e


outras cócegas



Na sequência do que tem sido a via sacra da classe docente desde 2003, com uma degradação profissional e social com culpados sem perdão, aqui vão algumas perguntas, que dispensam texto mais elaborado:




  • Alguém se lembra(rá) de algum ministra da Justiça ou da Saúde que, em dado momento de uma ofensiva, sem precedentes, a uma classe profissional com o indisfarçável propósito de cortar salários, tenha dito algo do género: "perdi os Juízes (ou os Médicos), mas ganhei a Opinião Pública"?



  • Terão os Juízes ou os Médicos sofrido, nos últimos anos, consecutivas alterações ao estatuto das respectivas carreiras (como sucedeu com os Professores), que tenham invariavelmente resultado em sucessivas desvalorizações salariais?



  • Alguém sabe como se processam as avaliações de desempenho dos Juízes ou dos Médicos? É assunto que, durante anos a fio, tenha feito a primeira página de jornais ou aberto telejornais?



  • Alguém lê, vê ou ouve associações representativas dos Juízes ou dos Médicos queixarem-se de serem mal pagos? Porque será?



  • Como reagiria um Médico se visse uma consulta sua interrompida por outro colega do Centro de Saúde ao lado para observar aquele acto médico e atribuir uma nota?



  • Como reagiria um Juíz se visse uma audiência por si conduzida no seu Tribunal observada, por meio de grelhas intragáveis, por um colega de outra Comarca?



  • Como se sentiria um Médico ou um Juiz se constatasse que os colegas melhor remunerados, em escalões superiores, ficassem - sem mais nem menos - isentos de qualquer avaliação ao mesmo tempo que o próprio, nos patamares iniciais e com baixa remuneração, visse severamente reduzidas (e obstaculizadas) naturais expectativas de progressão na carreira?




"Se fosse possível explicar-te tudo, não precisarias de perceber nada."


(Agostinho da Silva)



 


 

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