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Era uma vez…
Por José Manuel Alho
“DESPERTAR TALENTOS – O MUSICAL”. No passado de 28 de abril, tive o privilégio de assistir ao musical que congregou dezenas de jovens no Cineteatro ALBA (CTA), numa cada vez mais profícua articulação da Câmara Municipal com o Conservatório de Música da JOBRA. Tratou-se de um espetáculo de elevada qualidade, globalmente bem conseguido, que atesta o potencial de muitos valores albergarienses nas áreas da representação, da dança e do canto. Na oportunidade, uma referência particularmente elogiosa para a equipa artística (Luís Portugal, Inna Lisnyak, Pedro Teixeira e Filipe Vieira) que, durante mais de três meses, ajudou a erguer uma meritória iniciativa que também serviu para assinalar o primeiro aniversário do remodelado CTA.
UNIMADEIRAS E ANTÓNIO LOUREIRO. Outra consagração a merecer registo tem como protagonista António Loureiro. Desde a fundação da Unimadeiras, em 1974, tem somado sucessos, numa trajetória sempre ascendente. Logrou agora concretizar o sonho de seu avô com a inauguração de novas instalações na zona industrial. Em rigor, esta nova fase de uma das mais prestigiadas empresas da nossa terra confirma a estabilização de uma marca no setor florestal, onde foi reconhecidamente precursora, mormente na área da certificação, afirmando-se como o maior grupo de certificação do país. A reiterada aposta na formação de trabalhadores, empresários e produtores florestais, bem como o anunciado alargamento da prospeção ao mercado a sul de Coimbra, apenas consolidam a excelência de um player que, apesar dos constrangimentos impostos ao país, tem ainda assim criado riqueza e postos de trabalho.
EXPOFLORESTAL 2013. Com mais de trinta mil visitantes e duas centenas de expositores, teve lugar mais uma edição da Expoflorestal com o Alto Patrocínio da Presidência da República. Um sucesso que enobrece a já falada Unimadeiras enquanto mentora do projeto – e que este ano apostou na divulgação do Grupo UniFloresta - bem como todos os agentes que se batem pelo desenvolvimento e modernização do setor que se confronta com a alteração de muitos paradigmas na gestão florestal. Parabéns à Associação Florestal do Baixo Vouga, à Associação do Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha e à ANEFA!
OBRAS E CONTAS MALPARADAS? A última edição deste jornal, no âmbito da cobertura da reunião da Assembleia Municipal de 19 de abril, anunciava que o executivo de João Agostinho Pereira teria afinal apresentado um resultado negativo no exercício de 2012, “na ordem dos 1,3 milhões de euros”. Esta revelação veiculada pelo deputado popular Luís Batista da Silva veio contrariar a “narrativa” segundo a qual a edilidade teria atingido, no ano passado, um saldo positivo de um milhão de euros que alguma imprensa terá ajudado a amplificar. Luís Silva, ainda a respeito da evolução do passivo da Câmara Municipal entre 2009 e 2012, destacou “o aumento de 9,2 milhões de euros” que “deveria ser objeto de uma explicação”. Não obstante, e socorrendo-me do jornalista do CA que acompanhou os trabalhos, “mais uma vez, o autarca albergariense deixou a bancada do CDS-PP sem resposta e sem explicar, devidamente, o resultado contabilístico que apresentou”. (sic)
Cumulativamente, soube-se na mesma reunião que as obras na Praça Alameda 5 de Outubro terão sido adiadas porque, segundo o presidente da autarquia, “só houve um concorrente e, nesse sentido, não pudemos adjudicar a obra”. De novo, o jornalista do CA registou que “o autarca não adiantou todos os pormenores relativamente a esta questão”.
Como do exposto parecem sobrar questões e dúvidas, só restará o cidadão comum esperar que melhores explicações venham eventualmente estampadas numa das várias e requintadas publicações viabilizadas pela edilidade. No entretanto, não é difícil perceber o aparente enfado do presidente da Assembleia Municipal, bem captado pela repórter fotográfica Diana Couras. Aceitam-se legendas…
José Manuel Alho
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