Albergariense lança primeiro livro em Aveiro

Laura Alho


“Um paraíso no inferno”


 


No próximo dia 8 de março, pelas 15 horas,


no Hotel Meliá Ria, em Aveiro,


terá lugar o lançamento público do livro


“Um paraíso no inferno”, da albergariense Laura Alho.


Na oportunidade, o orador convidado


será o professor José Manuel Alho.


 



 


Nota biográfica


Laura Alho nasceu a 15 de Abril de 1982, em Albergaria-a-Velha, e reside em Aveiro.


Iniciou o seu percurso académico em Línguas mas acabou por se formar em Psicologia, com especialização em Psicologia Forense. Encontra-se, atualmente, a tirar o doutoramento na mesma área, na Universidade de Aveiro, onde também colabora na lecionação de unidades curriculares. No âmbito do seu doutoramento, participa em diversos congressos nacionais e internacionais e possui itens de produção técnica publicados.


Paralelamente às suas investigações, e à constante formação profissional de que não descura, Laura Alho investe também na escrita, um dos seus sonhos mais antigos.


O seu entusiasmo pela escrita surgiu na infância e é através dela que comunica e partilha as suas experiências reais e ficcionais.


“Um paraíso no inferno” é a sua primeira obra, de entre outras que estão a ser escritas ou pensadas.


 


Como surgiu “Um paraíso no inferno”


“Um paraíso no inferno” só existe porque, assinala a autora, «sempre tive o gosto pela escrita e pela leitura. Geralmente, quem lê muito, escreve também, porque a leitura é a abertura ao conhecimento e o incentivo à criação.»


Em concreto, Laura Alho recorda que «esta ficção surgiu há oito anos atrás, com a criação de um blogue com o mesmo nome. Nessa altura, estava a passar por um período conturbado e a única coisa que me fazia sentido, e me fazia bem, era escrever. A par com o blogue, comecei a escrever o livro.» Logo de seguida, reconheceu que «quando o terminei, não soube o que fazer. Não queria enviá-lo para uma editora porque achava que não estava preparada para o desafio de publicar algo tão meu, tão íntimo. Ficou abandonado durante anos até decidir que tinha chegado o momento de dar voz a esse sonho antigo.»


Com efeito, e «somente há alguns meses, enviei-o para a Chiado Editora e recebi a resposta, dias depois, com uma proposta de edição.» - assinalou.


 


Motivações para partilhar só agora este livro


Sobre as motivações para só agora partilhar o seu livro, Laura Alho sublinha que «a principal foi intrínseca – saber que é exatamente isto que quero. Escrever. Se antes não estava preparada, agora sinto que é o momento certo. E, felizmente, é uma atividade possível de conciliar com tantas outras que tenho, sendo a que me faz sentir completamente realizada porque depende apenas de mim.»


Por outro lado, “Um paraíso no inferno” é, afiança a albergariense, «uma história atual e real. Real, sob o ponto de vista do leitor. Quando voltei a pegar no livro e o reli, fiquei impressionada comigo mesma. A mensagem é tão clara, tão límpida e, simultaneamente, tão profunda. Os personagens retratam pessoas que podem ser qualquer um de nós e as histórias de fundo são intemporais. Quando a nossa vida começa a desmoronar, a quem voltamos as costas ou quem culpamos pela nossa infelicidade? Deus. Acreditemos nele ou não, a verdade é que ele provoca em nós reações paradoxais. Deus é, talvez, o personagem mais controverso quer na ficção que escrevi, quer nas nossas próprias vidas.» concluiu.


Tal como o próprio nome indica, a principal mensagem que a autora pretende passar às pessoas é que, «no meio do inferno em que vivemos, com todos os problemas associados, é possível termos vislumbres de um paraíso. É possível termos momentos de felicidade, que nós tendemos a desvalorizar porque fomos habituados ao longo da vida a praguejar e a tornarmo-nos vítimas de nós próprios. Mas há um segredo para se ser feliz. Há uma fórmula mágica. E essa fórmula consta no livro e é diferente de pessoa para pessoa. Fazer com que a descubra – se estiver preparado para isso – é uma das minhas maiores motivações!»


 


Perspetivas futuras


Para o futuro, Laura Alho lembra que «se antes eu escrevia para mim ou para centenas de pessoas que liam o meu blogue, agora o processo é mais sério. Este é um sonho em concretização e qualquer sonho que se preze não deve ser interrompido. Deve ser continuado até que deixe de fazer sentido. Escrever é uma das minhas realizações pessoais e, por essa razão, a escrita continuará a fazer parte da minha vida.»


 Agora que a autora tem um compromisso com todos aqueles que fizerem parte do seu sonho, fica a garantia que «já há, inclusivamente, um segundo livro a ser escrito, o que significa que a máquina está em andamento. Lenta, mas firmemente.» - ressalvou.

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