Pensando em 2015 (II)

ÉTICA E JUSTIÇA



O ano velho empolou a impressão de um estado tomado pela corrupção, com evidentes danos para a coletividade contribuinte. De bancos e governantes, tocaram os sinos da consciência em busca de referências sólidas e (con)fiáveis. A prisão de José Sócrates, expurgada de outros juízos de valor que extravasem a simbologia inédita do facto, poderá ter sido um sintoma da emancipação da Justiça perante os “fortes” e “poderosos”. A ver vamos. Não gosto de protagonistas judiciais que sejam, simultaneamente, heróis dos tabloides sensacionalistas. Para ser credível e genuinamente eficaz, a Justiça deve “chegar” a todos de modo igual, principalmente, quando estão no poder. Em complemento, aqui exalto o imperativo da Ética pela qual se deveriam reger os mercados e as empresas neste quadro onde os bancos de família, outrora sagrados, e até as autoridades responsáveis por garantir a soberania nacional, a segurança das nossas fronteiras e a vigilância de pessoas e bens viram o seu prestígio definhar-se pelas sarjetas onde a perversão dita leis.

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