Pensando em 2015 (IV)

O MEU BENFICA



Poderia fazer uma de miss e desejar Paz e Amor a todo o mundo. De pouco valeria de tão gasta que está a fórmula. Prefiro o egoísmo perdoável de quem se entrega às futilidades alienantes neste quotidiano irritantemente cinzento. Vergo-me, por isso, à inevitabilidade de apostar um dotado quinhão de fichas na (con)sagração do Sport Lisboa e Benfica (SLB) como bicampeão nacional. Perdemos tanta e tão boa gente no verão passado, que não soubemos acautelar devida e atempadamente, e mesmo assim a atual campanha na Liga está a exceder as melhores expectativas. Choca-me a lógica de merceeiro, com a esferográfica encostada a uma das orelhas, da gestão desportiva de Luís Filipe Vieira que, errada e tardiamente, encontra alternativas para tão danosas saídas, mas a esperança funda-se, nesta altura, na racionalidade de quem lidera. No entanto, em algum momento deixar-se-á de vender porque o património se finará se – como tem acontecido – não for adquirida qualidade para colmatar tamanha sangria de valor(es). O SLB está a jogar com a sorte e a desafiar o azar. Até um dia. Esperemos que (ainda) dê para vencer em 2015…

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