Marquei como «spam» todo aquele chorrilho de comunicações eletrónicas da Autoridade Tributária. É que, depois de escutar as sábias palavras do nosso experimentado Presidente...
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Esquecimento ilícito
Acabei de remeter uma missiva, assaz esclarecedora, à ministra das Finanças. Pedi-lhe que, doravante, a minha retenção do IRS passe a ser opcional, o mesmo sucedendo com a entrega da declaração de rendimentos, tendo-lhe ainda proposto a criação de um filtro no sistema informático que impeça cruzamento de dados pelo período necessário à prescrição das minhas eventuais dívidas. Por outro lado, já está a marinar uma carta ao Mexia, da EDP, oferecendo a possibilidade de, em minha casa, instalar-se um segundo contador para que possa escolher os dias em que pago eletricidade e aqueles em que opto por (simplesmente) não pagar.
Simultaneamente, na minha caixa de correio eletrónico, marquei como «spam» todo aquele chorrilho de comunicações eletrónicas da Autoridade Tributária. É que, depois de escutar as sábias palavras do nosso experimentado Presidente, serão apenas folhetos de campanha eleitoral, «jogadas» político-partidárias que nos distraem do essencial.
Anda aquela gente a tentar enganar o povão com a criminalização do enriquecimento ilícito quando, na verdade, deveriam criminalizar o esquecimento ilícito!
José Manuel Alho
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