Quatro anos de Troika.



E de nada valeu, afinal, impingir o “frango de churrasco” como «o novo leitão dos pobres» porque nem assim os sacrossantos mercados nos tiram do lixo a que nos votaram


 



No passado dia 6 de abril, contaram-se quatro anos desde o início do resgate financeiro a Portugal. Entre 2011 e 2014, ficaram em risco de pobreza ou exclusão social mais de 200 mil pessoas. Depois de concluído, em junho de 2014, uma das críticas mais cínicas da Troika foi a forma como o Governo lidou com a pobreza. No País dos «cofres cheios» e em que alguns garantem viver-se «muito melhor», muitos mais perdem o mínimo de dignidade. Contas feitas: Portugal tem mais 210 mil pessoas em risco de pobreza ou exclusão desde 2011!


Entretanto, assistimos à implosão da pretensa elite nacional, que triturou famílias e dinastias outrora inexpugnáveis, com ruturas e falências a denunciarem mediocridades até então mascaradas. Perseguiram-se os pensionistas e, acima de tudo, os servidores públicos, selvaticamente imolados para satisfação dos mesquinhos e invejosos. Contando com o colaboracionismo de uma imprensa que cavalgou, por meio de manchetes vergonhosas, todas as campanhas de ódio social urdidas contra as funções sociais do Estado, podemos hoje dizer que temos menos Educação, menos Justiça, menos Saúde e menos Segurança Social.


Portugal, de novo, no seu pior. E de nada valeu, afinal, impingir o “frango de churrasco” como “o novo leitão dos pobres” porque nem assim os sacrossantos mercados nos tiram do lixo a que nos votaram.


 

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