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Clareza, lealdade e justiça
A questão da introdução do Inglês nos 3.º e 4.ºs anos entronca no tema que motivou o debate de Leiria: a monodocência no 1.º Ciclo.
Contudo, e SE o tutela clarificar a questão, optando - com todas as implicações que daí decorrerão, mormente na uniformização do conceito de tempo letivo para todos (60 ou 50 min) - pelo fim daquele regime de ensino, poderei ser favorável à introdução do Inglês desde que articulada/conjugada com a questão da excessiva carga letiva no 1.º Ciclo e da reformulação das Metas Curriculares, ostensivamente desfasadas por razões que não importa agora e aqui detalhar. É tudo uma questão de clarificação e de lealdade para com os profissionais do setor.
...seria importante que, a pretexto da introdução do Inglês, se definisse - ao arrepio do crescente experimentalismo que temos vindo a testemunhar - que a matriz curricular no 1.º Ciclo não esteja tão sujeita à "lógica do chouriço" em que se pode pensar e decidir tudo com penosa leviandade pedagógica. Estabilidade precisa-se. O que poderá vir a seguir? O ioga curricular? A macrobiótica curricular? É que, às tantas, o experimentalismo desregrado pode levar-nos ao ridículo...
Nos termos atuais, acho que se perdeu uma boa oportunidade para amenizar/atenuar parte das muitas e graves injustiças que impendem sobre o 1.º Ciclo, razão primeira de um insustentável mal-estar. Isto é: entendo que se poderia ter aproveitado a ocasião para, com as 2 horas de Inglês curricular, se diminuir a carga letiva de 25 para 23 horas. Seria um primeiro passo. E não foi isso que aconteceu. As 2 horas de Inglês continuam na mancha horária letiva dos docentes do 1.º Ciclo para assegurarem apoio educativo. Uma infelicidade que apouca e, uma vez mais, menoriza o estatuto profissional deste grupo de professores em particular.
Esta questão da brutal carga letiva para professores e alunos do 1.º Ciclo é crucial, premente e, por isso, inadiável. Tem de ser encarada, debatida e resolvida, ouvindo os profissionais e as organizações de Pais e Encarregados de Educação uma vez que os petizes não têm nenhum sindicato que os defenda de tão violentas "inovações".
Por último, seria importante que, a pretexto da introdução do Inglês, se definisse - ao arrepio do crescente experimentalismo que temos vindo a testemunhar - que a matriz curricular no 1.º Ciclo não deva estar tão sujeita à "lógica do chouriço" em que tudo se pode pensar e decidir com penosa leviandade pedagógica. Estabilidade precisa-se. O que poderá vir a seguir? O ioga curricular? A macrobiótica curricular? É que, às tantas, o experimentalismo desregrado pode levar-nos ao ridículo...
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