As contas e as opções da Câmara Municipal.


Em artigo de Opinião publicado na última edição do “CA”, intitulado “As contas da Câmara Municipal", Rui Sousa logra colocar o dedo em algumas feridas que merecem cuidada reflexão. Primeiro: um lamento: «… vejo hoje a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha como uma grande adquirente de bens e serviços (em 2014 a aquisição de bens e serviços representou 47,21% das despesas correntes e 32,92% das despesas totais), onde os encargos com o pessoal correspondem a 42,50% das despesas correntes e a 29,64% das despesas totais.» Depois, um reparo contundente quando denuncia que «Na atual conjuntura económica nacional, tenho dificuldades em aceitar a decisão do executivo municipal de ter atribuído em 2014 um subsídio ao Centro Cultural e Desportivo Trabalhadores da Câmara Municipal, no valor de € 18.250,00, quer porque se trata de uma associação que apenas visa promover os interesses dos próprios associados…»


Como Professor, alerto que a terça parte do montante atribuído ao Centro Cultural e Desportivo Trabalhadores da Câmara Municipal faria, se aplicado para enriquecer a qualidade do ensino ministrado às crianças do 1.º Ciclo do nosso concelho, toda a diferença. O estimado leitor nem imagina o quanto! Nada tenho contra o destinatário daquele subsídio, que decerto desenvolverá uma ação louvável, mas cabe ao atual executivo camarário ponderar – e explicar! – a lógica que sustentará tão controversa definição de prioridades.


Mais do que nunca, o dinheiro é um bem escasso.

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