Há cinco anos que o Nobel partiu...


Foi recentemente publicado, na íntegra, pela Fundação Saramago, um texto inédito, lido numa conferência em Sevilha em 1991, aquando da comemoração do quinto centenário dos Descobrimentos. O texto de José Saramago, sobre a democracia e o poder político, asseverava com bíblica ciência:


«.... Uma democracia que não se auto-observe, que não se auto-examine, que não se autocritique, estará fatalmente condenada a anquilosar-se. Não se conclua do que acabo de dizer que estou contra a existência dos partidos: sou militante de um deles. Não se pense que aborreço os parlamentos: querê-los-ia, isso sim, mais laboriosos e menos faladores. E tão-pouco se imagine que sou o inventor de uma receita mágica que, doravante, permitirá aos povos viverem felizes sem governos: apenas me recuso a admitir que só seja possível governar e desejar ser governado de acordo com os modelos democráticos em uso, a meu ver incompletos e incoerentes …»


 

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