A inveja e a vaidade.













Curiosamente, num daqueles momentos que precedem as aulas, vi-me forçado a escutar relatos de cavernosos esquemas para celebrizar a vaidade e a inveja. Habitualmente, aquelas irmãs caminham lado a lado, numa parceria mesquinha que arrebanha e anima as almas pequenas. Porque ainda me indigno com a maldade de quem não sabe (ou não quer) fazer o bem, renunciando a valores que só evoca em momentos de severa necessidade ou conveniência, aceitei dispensar breves minutos à saga de tão miseráveis comparsas. Sem esforço, tropecei nesta reflexão de António Lobo Antunes ao “Diário de Notícias”: «Com o passar do tempo, há dois sentimentos que desaparecem: a vaidade e a inveja. A inveja é um sentimento horrível. Ninguém sofre tanto como um invejoso. E a vaidade faz-me pensar no milionário Howard Hughes. Quando ele morreu, os jornalistas perguntaram ao advogado: “Quanto é que ele deixou?” O advogado respondeu: “Deixou tudo.” Ninguém é mais pobre do que os mortos.»


Lapidar.










Comentários