Ainda sobre o início do ano letivo.


Apesar de todos os constrangimentos, abundantemente documentados na história desta última assistência externa, a Escola Pública foi capaz de iniciar a atividade letiva em relativa normalidade. Por cá, destaque para as novas salas e outras infraestruturas inauguradas no ensino Pré-escolar e no 1.º Ciclo. Os centros escolares de Angeja, de Alquerubim, bem como as EB1/JI de Laginhas e de Albergaria-a-Nova, receberam a visita do presidente da edilidade e da vereadora da Educação, numa demonstração de interesse que cumpre registar.


O momento em que as aulas começam - usualmente polvilhado com a paleta de sensações e aromas oferecidos pelo outono - costuma ser pródigo em mensagens. Daí que tenha sucumbido à tentação de, por esta via, fazer minhas as palavras de Diane Ravitch, uma renomada analista de políticas educacionais, que no seu blog lembrou em jeito de exortação: «Cinco dias por semana, ensinamos os vossos filhos./ Significa isso que os educamos./ Que brincamos com eles./ Que os disciplinamos./Que nos divertimos com eles./ Que os consolamos./ Que os elogiamos./ Que os questionamos./Que batemos com a cabeça na parede por causa deles./ Que rimos com eles./ Que nos preocupamos com eles./ Que tomamos conta deles./ Que sabemos coisas deles./ Que investimos neles./ Que os protegemos./ Que os amamos./Todos nos deixaríamos matar pelos vossos filhos./Não está escrito em lado nenhum./ Não faz parte do manual do professor./ Não vem citado nos nossos contratos./ Mas todos o faríamos.


Por isso, por favor, hoje à noite, deem aos vossos filhos, sim, um abraço muito, muito apertado.


Mas na segunda-feira, se virem os professores dos vossos filhos, abracem-nos também a eles.»

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