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Em 2013 ficaram 490 milhões de fora das contas da Autoridade Tributária. A maioria aplicável a grandes empresas (como a Spiering SGPS, a Farrugia, a Tertir do grupo Mota-Engil, a EDP, o Grupo Amorim e o Grupo Jerónimo Martins). As empresas beneficiadas – garante a intrépida Mariana Mortágua ao JN - «são testas de ferro de grandes fortunas portuguesas e estrangeiras» para, logo se seguida, concluir: «Isto da fuga ao Fisco não é para quem quer mas para quem pode». Posso mesmo adiantar que confirmo tão certeiro aforismo contemporâneo.
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