David Bowie.


David Bowie morreu no passado dia 10 de janeiro. Publicamente, ninguém sabia que estava doente. No dia do seu aniversário, tinha acabado de lançar um novo álbum que parecia (mais) uma reinvenção. Ao fim de 18 meses de luta contra o cancro, desapareceu uma lenda que inquietou, desassossegou e surpreendeu quem teve a sorte de acompanhar a sua carreira. O mestre de metamorfose deixa um legado marcado pela ousadia, diversidade e até pelo enigma. Como alguém muito bem lembrou, «Os músicos nunca morrem. Juntam-se aos anjos quando se esgota a música dentro deles.»


 


Nestas alturas, somos tomados pela incontornável fragilidade da vida, que nos tumultua com reflexões que há muito nos habitam. «Não sei... Se a vida é curta Ou longa demais p'ra nós, Mas sei que nada do que vivemos Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: Colo que acolhe, Braço que envolve, Palavra que conforta, Silêncio que respeita, Alegria que contagia, Lágrima que corre, Olhar que acaricia, Desejo que sacia, Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela Não seja nem curta, Nem longa demais, Mas que seja intensa, Verdadeira, pura... Enquanto durar.» - Cora Coralina

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