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A campanha eleitoral para a eleição do novo Presidente da República, antecedida por um penoso período de debates televisivos, não correspondeu às melhores expectativas. No essencial, deparámo-nos com uma dezena de candidatos que, de novo, nos alertou para o empobrecimento da vida política nacional. O descrédito a que se votaram os nossos políticos teria – como se vê – consequências. Os cidadãos afastam-se, desinteressam-se e já não aceitam ser submetidos a tão previsível sorte de truques e habilidades.
A campanha manteve-se excessivamente personalizada e, por isso, avessa a grandes esclarecimentos. Complementarmente, nota para uma certa alergia revelada para com aqueles que não vêm dos partidos ou da vida política profissional. Também aqui o discurso dos que defendem o imperativo da renovação do sistema vigente é desmascarado. Aliás, tão redutora perspetiva das funções presidenciais parece ignorar ou desconsiderar o princípio constitucional que determina que «o Presidente da República representa a República Portuguesa, garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas». Conclui-se, sem grande dificuldade, que o Presidente não é o representante da classe política, mas o representante de todos os cidadãos.
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