O novo ano...

Infelizmente, o ano de 2016, que agora esboça os primeiros movimentos qual bebé recém-nascido, ameaça cristalizar velhas e torpes lógicas. Vem-me à memória, com cínico oportunismo, a inquieta contundência de Fernando Pessoa (In Livro do Desassossego) quando asseverou: «Na vida de hoje, o mundo só pertence aos estúpidos, aos insensíveis e aos agitados. O direito a viver e a triunfar conquista-se hoje quase pelos mesmos processos por que se conquista o internamento num manicómio: a incapacidade de pensar, a amoralidade e a hiperexcitação.»


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